segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Dolores Duran - Fim de Caso (1958)

Quase o avesso da morte.

*African portrait. Foto de José Ferreira.
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Há alguns dias, numa outra cidade que não a de cá, observava o ir e vir das pessoas que ainda não conheci e me pus a pensar nesse mistério que é o encontro. São tantas pessoas no mundo, tantos caminhos e des-caminhos, mas sempre há, seja lá ou aqui, uma fração de tempo que se infinita, que se paralisa, quando nos deparamos com o pedaço de mim que habita o outro.
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O lado de lá.
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Não é estranho como há quem fique e permaneça nesse canto, apesar do dia a dia e da rapidez com que as pedras, meses e trilhas se movimentam? Quase um milagre, quase um avesso da morte, quase um sinal de vida no deserto é o quase que perdura e se firma no centro da memória: Encontrei-a, finalmente!
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Um cheiro, uma palavra, um descaso. Um empurrão ao sair daquele metrô, naquela quinta. Fica. Permanece. Petrifica-se. Por que?
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Olhares que se cruzam, destinos que se entrelaçam ou desenlaçam, desnudam-se: ódio, amor, rancor, amizade, flores, abril. Sempre há, aqui ou lá, uma parte do todo que é o encontro à espera de sorte, acaso e mistério.
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Quase o avesso da morte é o que permanece.
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- Trabalho todos os dias vendendo pastéis com minha esposa, numa esquina de uma grande avenida, anexa a uma pequena cidade cheia de jovens e sonhos. Corto meus dedos diariamente com faca, poupa e liquidificador: sorrio sem saber sorrir, alegro-me quando sou elogiado.
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- Sou mãe solteira, tenho 17 anos. Não gosto do absurdo. Estava na hora errada com a pessoa errada: aconteceu. Tentei me matar, mas tive muito medo. Deixei levar...nasceu assim, não fala.
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- Tenho três filhas. Todas formadas pela Universidade, todas casadas, todas são mães. Passo meus dias observando os cactos da minha varanda e jogando dominó com meus vizinhos, entre uma cachaça e um pedaço de queijo.
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- Passei no mestrado; quero o doutorado e depois me estabelecer profissionalmente. Tenho dois cachorros, um namorado e um amante.
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- Preciso comprar um sapato vermelho, moça! Gostei desse aqui mas não cabe nos meus pés. Estão inchados.
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- Estou apaixonado por aquela mulher. Não vejo a hora de reencontrá-la. Talvez a pedisse em casamento se não fossemos tão diferentes. Sou cruzeirense! Ela? atleticana...nunca daria certo....
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- Pai, tô com fome!
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- Estou tão leve que poderia voar...quase um orgasmo, não? Deixa eu tragar de novo....
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- Irmãos, estamos aqui hoje para celebrarmos o dom da eucarístia, da vida em comunidade que nos faz irmãos e irmãs em Cristo Jesus.
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- Sou aposentado. Tenho um sítio no interior. Estou tentando vendê-lo, a todo custo, só me dá prejuízo! Mas é minha grande paixão! Depois do Rio, claro.....o Rio é amor, amor que ficou, lá na minha mocidade...Bixo, como fui feliz no Rio!
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- ma....ma....mãe!
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- 5, 6, 7, 8: Vai! sissoune voilé, estica essa ponta, porra!
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- Ocê num tem jeito! Ê çá moça! Vai casá não, é?
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- É preciso compreender que não há um estereótipo de mãe. Mulheres são donas do seu corpo e têm o direito de opinar, escolher abortar ou não!
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- Tricha!!!!!!!!!!! Ai que linda sua saia!!!!!! Periguete!
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- Seu eu fosse jovem hoje? Ah! imagina! nunca teria me casado! perda de tempo....
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- Eu pensei em me casar. Só uma vez. Ele morreu.
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- Meu, muito louco, fala aí??? Quero saltar dali agora, bora lá?
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- Não vejo a hora de tudo isso acabar! Meu Deus, que martírio!
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- Moça...me vê uma moedinha? Preciso viajar pra BH e me falta R$ 15,00 para enteirar a passagem. Tenho cinco filhos pra criar: João, Jonas, Joana, Janaína e Wesley - meu entiado.
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- Eu não tenho pra onde ir. Vivo nos escombros de qualquer lugar, à espera de um pedaço de pão.
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- Comprei uma casa! Agora vou juntar um dinheirinho, tirar minha carteira, comprar meu carro e bye bye!
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- Ai que saudade dela...Queria ter me despedido.
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- Lucas, muda de canal! Vai começar o meu cartoon.
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- Ele se chamará Davi.
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- Não quero mais ser religiosa....mas não tenho coragem, ainda. Falta alguma coisa, sabe? Ai...me sinto tão pequena...como a Alice.
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- Oi! Posso te beijar....hum...essa sua boca!
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- Alô! Oi? É VOCÊ? haha.....que saudade!
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- "Câncer de mama?" Caí num abismo com a notícia, mas hoje estou no meu terceiro ano de remissão. Meu marido tem me apoiado muito, mas não posso ter filhos, pensamos em adotar uma menina, talvez esse ano.
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- Te pegaria fácil!
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- Sou apaixonada por um homem que não vale a pena...Não sei mais o que fazer.
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- O que? jura???? Nem acredito! Quando você chega??? Vou te buscar na rodoviária!!!!!!! Prometo!
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- Não fuma perto de mim, porra!
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- Pai: tô grávida!
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- Mais pra baixo...aí.....hummm...
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- É só minha esperança.
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- Acabou! Chega!!!!!!Some daqui!
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- Foda-se!
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- Casa comigo?
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- Trabalho como vendedora e costuro pra fora nas horas vagas. Sonho? Conhecer a Itália! Vi na novela...aquela das oito...antiga, lembra?
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- Meu nome?
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- Agora são....17:15. De nada, fia.... (hum...que gostosa!)
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- Seu João, sua próstata está excelente. Vamos modificar a medicação apenas para manter o controle. Em seis meses quero o senhor aqui de volta.
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- Sou médica, mas fui bailarina até os 17 e meio. Aí conheci o Edu, também médico, e tudo fez sentido.
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- Adoroooooo!!!!!!
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- Se ele não fosse padre...ai ai....
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- Contei a meus pais que sou lésbica. Não estou aguentando a barra....tá foda! Acho que vou fugir....
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- Ai, ela é feia! Sou mais você, amiga! Não fica assim...
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- Cresci no interior, mas tive sorte ao ser trazido pra cá num desses pau de arara que se tinha por lá. Fiz minha vida nesse recanto. Quero morrer aqui, ao lado dela.
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- Eu te amo.
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Quase o avesso da morte é o que permanece.

domingo, 30 de janeiro de 2011

O que a gente não faz por amor?

Olhos de Ressaca....

vergonha é uma coisa que dá...e passa!







Na noite anterior....




quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A São Paulo.

Bairro Liberdade. Foto de Samar Ghattas.
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Minha terra tem palmares
Onde gorjeia o mar
Os passarinhos daqui
Não cantam como os de lá
Minha terra tem mais rosas
E quase que mais amores
Minha terra tem mais ouro
Minha terra tem mais terra
Ouro terra amor e rosas
Eu quero tudo de lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte pra São Paulo
Sem que veja a Rua 15
E o progresso de São Paulo.
(Canto de Regresso à Pátria. Oswald de Andrade).
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PARABÉNS SÃO PAULO!
Saudades do caos, do trânsito, da poluição; mas, sobretudo dos amigos e das memórias que são.

Viajando sem manionese.


* Red Tod. Paulo S.
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Após sonhar com minha própria morte, voltei a dormir. Acordei com a saída dos meus pais. Estou vivendo alguns minutos de inércia, pensando na vida e na morte de certas coisas.
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Hoje, ao abrir minha caixa de email, fiquei sabendo do falecimento de um rapaz quem achava realmente bonito! Thiago Batalha Gois Gonçalves*. Não nos conhecíamos, mas lembro-me de encontrá-lo em diversas festas e de achá-lo muiiiito interessante.... (embora tivesse idade para ser meu "filho"; aliás, há muito, muito tempo, já havia "xeretado" o orkut dele...).
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Fiquei deprimida com a notícia, mesmo sem conhecê-lo pessoalmente. Pensei na família, nos amigos, e nos sonhos que Thiago não realizou. Claro que ele deve ter realizado montes deles ainda em vida; certamente, pelas fotos que vi, foi um menino muito amado e que muito amou...
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Mas o fato é que sua morte me fez pensar em mim, na minha família, nos meus amigos e nos sonhos que ainda não realizei.
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A vida não está das piores. Emocionante até certo ponto, digamos (piada interna...). Ir embora, nesse instante, seria um golpe de des-graceamento.
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Queria fazer tantas coisas...pensar menos em outras, respirar mais fundo; perder o fôlego e o sono mais vezes. Viver mais dúvidas e sentir mais medo, como nesses últimos dias...
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A cada dia que passa, convenço-me de que só o amor é o tal "descanso na loucura".
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Devaneios...
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Thiago faleceu em um acidente de carro, em sua cidane Natal Aracaju. Tinha 21 anos. Era estudante de Agronômia e meu contemporâneo de festas Viçosences. Meu sinceros sentimentos a seus amigos e família, que continuam...com um descanso a menos, mas ainda amando.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Sonhando com a própria morte

*Splash. José Meneses.
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Baseado em fatos reais e recentes.
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O tempo é presente, marcado pela recente morte de minha avó. Meus pais foram viajar e, aparentemente também eu, que me encontro em um quarto de hotel.
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Enquanto arrumo meu quarto, com relógio no pulso e destraindo-me com ele, ouço ao rádio a notícia da minha morte: "Amanda Lopes de Freitas faleceu hoje após seu guarda roupas ter caído sobre ela". Ouço tal notícia segundos antes de desejar afastar o guarda roupas do lugar onde ele se encontra, para um fim que não sei bem qual. Acho ridícula a idéia de morrer dessa forma; vou lá e afasto o guarda roupas com as próprias mãos.
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Automaticamente, encontro-me no banheiro do hotel, tomando banho, com muito medo de morrer eletrocutada porque chovia. Em seguida, após finalizar o banho, sinto medo de me perder dentro do meu próprio quarto, de abrir a porta e me deparar com alguém estranho no hall de entrada do hotel.
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Depois de um suspiro, abro a porta do banheiro e encontro meus pais ou com a idéia da presença deles. Até que eles me surgem, angustiados. Sim! Estou morta! Exatamente como anunciado no rádio: o guarda roupas caiu sobre mim e eu morri.
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Tento conversar com eles, mas minha voz está "oca". Chamo minha avó em vão, nenhum deles vem me buscar. "Era tudo mentira" - penso, a respeito da idéia de vida após a morte que eu tinha.
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Uma única voz fala comigo: a minha própria consciência. Ela me diz algo do tipo:
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"Se pai quis te dizer que você foi a coisa mais importante do mundo pra ele. Que ele te amou muito".
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Não consigo ouvi-lo, apenas através dessa terceira voz. Já minha mãe, posso ouvi-la dizendo:
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- Ainda hoje brincávamos e você decide dormir para sempre???
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- Sei que ela quereria ser enterrada com este vestido, mas ele não é muito "bom pra isso" (ela menciona isso a respeito de um vestido estampado que gosto muito).
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No mesmo instante, imagino-me vestida com tal roupa, no caixão...e algo me vem: "Não quero que x me veja nessa roupa, estou muito gorda".
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X é um homem, o qual não faz parte dos meus pensamentos amorosos "conscientes". Ele é a primeira pessoa em quem penso, após meus pais e avó, logo após morta.
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Fico desesperada por não saber por onde ir.
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Minha mãe e uma terceira voz (a consciência ampliada) me dizem:
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"Tranquila. Logo logo chega o inexistir e a dor acaba".
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Acordo. Entro no facebook, orkut, email, Blog - e, por fim, já apavorada, escrevo esse post.
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25 de janeiro de 2011. Entre 5:00 e 5:47 da manhã.

Sombra, silêncio ou espuma?

* Pluma. Foto de Eliane Pires.
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Leve, como leve pluma
Muito leve, leve pousa.
Muito leve, leve pousa.
(Amor - Secos e Molhados).
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SUAVE COISA NENHUMA...

domingo, 23 de janeiro de 2011

APOLO E DIONÍSIO: Os deuses também bailam!

Viçosa, 22 de janeiro de 2011.
Baile dos formandos UFV.
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PARTE I: SOB INFLUÊNCIA DO DEUS APOLO...

A princípio, sob influência do Deus Apolo - deus da luz, das artes, do formalismo, da harmonia, do equilíbrio e contenção - fomos acometidas por um espírito narcíseo, cujo mergulho, cada um deles, era um flash.

O irmão da formanda, muito bem posto em seu terno.

As damas na janela, à espera da segunda formanda. Observem os modos, a contenção: a elegância discreta que Apolo nos proporciona. Sim! a franja da menina à direita está uma desgraça; mas, ela ainda não havia percebido, porque Apolo é a luz obscura que nos cega.

A terceira dama, deslumbrante, ao lado das damas prata e lilás.

A dama mestra, também elegante em seu vermelho, acompanha a seção
(ou sessão?) narcisística de fotos apolíneas.


Sorrisos formais, tecidos á luz da primeira noite.

Um historiador elegante ao lado de uma dama igualmente elegante, exceto pela franja.

Janis Joplin e John Lenon, também com ares de ouro e brilhantismo.
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PARTE II: SOB INFLUÊNCIA DO DEUS DIONÍSIO!!!

De repente, não mais que de repente...uma luz vinda do além paira sobre o recinto, desmedidamente, hipnotizando todos os presentes! Observem os olhos da dama de lilás! É Dionísio, sim! O Deus Baco - do vinho, da alegria, das festividades; também das artes, da tragicomédia, da intoxicação alcoólica, da sacanagem e do bacanal. É ele quem conduziria os ritos da noite até o amanhecer, após aquele instante...

Atentem para a insanidade desse trio! [...e a mão desmedida do rapaz (primo) FDP!!].

Ariana, a dama mór das festividades Viçosenses, é enviada por Dionísio a fim de abençoar os ritos alcoolizantes. A moça de lilás dá início ao seu processeo alcoolíneo.

Alegria, risos, música: TÓXICO!

Primos unidos pelo vinho!

Ui! Tá ficando bom, hein?

Começou a sacanagem...

Lágrimas? Jamais! Dionísio é o deus do riso e dos alucinógenos. Trata-se de uma hemorragia nasal, provocada pela presença do pai da formanda, tentando convencê-la a não se deixar levar pela luz inebriante de Dionísio (em vão, claro!).
Eles valseam cheios de alegria!


Kathaça-Flávia: deslumbrante!

Rebeca, tímida, ao lado de Edson & Nilson...

Edson & Hudson...ops, Nilson - cavalheiros já entregues à bebedeira dionisíaca.

Um trenzinho da alegria: exemplar de urgia dionisíaca iniciática.

Expressões de amor e espírito livre

Expressões de amor e espírito livre II

Jovens alucinados pelo espírito dionisíaco...(observem como a moça de lilás apreseta-se "gorda" e entontecida pelo álcool).
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E assim termina a nossa noite....
Com a chegada da luz da manhã, trazida pelo carro de Apolo, todos os participantes desse rito de passagem vão para seus aposentos.
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Felicidades a todos os formandos - são os desejos de Apolo e Dionísio, partes de um mesmo que residem em cada sujeito da face da terra, do inferno ou do céu.
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Saravá!

sábado, 22 de janeiro de 2011

O Homem da vida de alguém

*O menino e o cravo. Foto de Marcos Santos.
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Sentamos na escadaria principal. Acendi um cigarro. Fazia muito calor lá dentro e já estávamos cansados daquela espera infinda: 799 pessoas por vir.
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Sou uma arroz-cerimônia de primeira: gosto de casamentos, grandes festas, colações de grau, bailes e derivados. Vou a todos quando posso, quando sou convidada. Exceto em ocasiões muito específicas, amedrontadoras e "especiais" - mas não era o caso.
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Sei que não estou na minha fase "eu" mais sedutora,confesso! Não estou tão bonita, ando cheia de preocupações e sintomazinhos que me desagradam, que só passarão com tempo, espera e tratamento. Somatizo minhas dores. Todas. Mas enfim, não estou, contudo, de se jogar fora....
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Não sou um esteriótipo de linda ou gostosa mulher brasileira , não! - mas, ainda tenho lá meus encantos.

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Olhei para A* com o melhor sorriso que tinha a lhe oferecer - sorriso que muito tem me irritado, o qual também já teve dias melhores. A* o retribui, olhando-me discretamente com um esboço expressivo. Formandos depois, enquanto meus amigos conversavam, o cigarro chegava ao fim, e estávamos lá pelo número 56, A* me oferece um sorriso tímido e lindo.
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Então, dou o primeiro passo:
- Jóia?

- Jóia....
- Qual o seu nome?
- A*.
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Muito tempo depois, talvez já no 109° formando, eis que A ressurge "do nada" arriscando uma acertiva:
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-Meus tios formam hoje, mas eu não aguento mais essa espera.
- Ah eu também não! Odeio esperas! Chato né??
- Pois é...mas depois, vou pra casa do meu primo jogar video game!!
- Ah é? Mas nao vai a nenhum coquetel? Deve rolar uns salgadinhos depois...
- Não sei! - deu A* de ombro, o primeiro homem sincero que conheci.
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Engatamos uma conversa desenfreada e saborosa. A* gostaria de ser, no futuro, um astronauta renomado, mas tem certa dificuldade para memorizações em geral que o desencoraja; menos para flauta doce, a que toca por obrigação, mas memoriza as notas e melodias por prazer.
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- Você será um astronauta brilhante! Basta querer! - disse, com entusiasmo.
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Levam A* para o outro lado. Minutos depois, meia hora talvez, A* corre para perto de mim, aproximando-se cada vez mais, contando-me sua nova descoberta internética: um rato gigante e roxo que sofrera mutações após ter tido contato com lixo tóxico.
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A* descrevia com gosto aquele rato sobrenatural: enorme como uma capivara e roxo, muito roxo, como meu vestido de hoje. A* desejava ardentemente que tal rato já estivesse morto, porque lhe contaram, certa vez, que um senhor de idade - também internauta googleliano - sofreu um infarto fulminante ao ver a ratasana no tal site, o que levou o cara do domínio a retirar a monstruosidade de lá, após ser processado.
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- Ah! você acha??? Esse rato deve ter se reproduzido sete vezes mais rápido que os ratos comuns! Hoje, já deve ter descendentes de todas as tonalidades do roxo, do claro ao escuro, e infinitamente maiores! Mas não tenho medo de ratos; sofro pelas baratinhas - disse a A*, esbanjando meu charme natural.
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Passamos a falar de baratas, formigas, como se matar formigas, e por fim, ratos mutantes novamente.
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A* é simpático, branquinho como açúcar e tem olhos verdes. Gosta de conversar, tem um papo muito bom e saberia ganhar uma garota não de primeira, mas de terceira - porque esses sim são os amores que ficam.
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Levaram-no mais uma vez de mim, assutados com nossa interação. Quem? seus pais.
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A* tem 9 anos. Há um labirinto de 16 primaveras nos separando por todo o sempre.
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Ele será um brilhante astronauta.
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Também será o homem da vida de alguém: provavelmente, o de alguma mulher não tão bonita, não tão simpática, mas que passaria horas a fio conversando sobre ratos e estrelas ao lado de alguém especial.
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Vou ao baile de roxo, em homenagem a um quase homem da minha vida, se não fosse essa tão grande assincronia temporal.
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A* retornaria minhas ligações de hoje, se não fosse um menino.

Caetano Veloso - Estranha Forma de Vida

Lura "Flor di nha esperanca"

Toni Garrido - Menina você que tem

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Colação RAbEcA!

(Le piriguette - sentirei saudade!)






Parabéns amiga!
Que a vida lhe dê muitas trilhas....escolhas e encontros!
Felicidades...