sábado, 17 de setembro de 2011

Ela é BAMBA!

Ok, confesso: sou sempre a última a saber de tudo, ainda mais quando o assunto é música. Engraçado que ainda esta semana reclamei comigo mesma: "há tempos não ouço nada novo, nada que me toque de verdade! Minha vida precisa de novas trilhas sonoras." (dramático, não? Pois é, c'est moi!). Dias depois, navegando pelo facebook de alguns amigos, eis que descubro essa pérola, que agracia meus ouvidos há 48 horas sem interrupção (para nada): Mayra Andrade.
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Ela é bamba! Estou apaixonadíssima! Já não me sentia assim desde o CD "Fados" do Carlos Saura, com o qual fui presenteada no início desse ano. Mas afinal de contas: quem é Mayra Andrade? (para os desavisados de plantão, asism como eu).
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Mayra Andrade é uma cantora cabo verdiana. Nasceu em Cuba (Havana), mas naturalizou-se no mundão de meu Deus...(sim, ela é "reconhecida" como cabo verdiana, mas pesquisando a biografia da moça, descobri que viveu parte da infância na Nigéria, Angola, Cabo Verde e Alemanha. Atualmente reside em Paris (desde 2003), onde foi "descoberta". Não sou crítica musical, mas penso que todo esse cosmopolitismo não só influênciou a música de Mayra, como também é uma das "marcas" mais legais dos seus trabalhos: a maioria das canções foram escritas em crioulo cabo-verdiano, algumas em francês, porém os arranjos mesclam um tanto de culturas, raízes, manifestações. A própria cantora afirma que viver na França possibilitou esse intercâmbio musical, mas que de fato sua maior inspiração é Cabo verde, país-caldeirão de ritmos e sonoridades que muito se assemelham com a música/poética brasileira....
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"Aos 17 anos, Mayra descobriu Paris e começou a viver sozinha. Cruzou-se com músicos do mundo inteiro, começou a subir aos palcos com regularidade e não tardou a chamar a atenção de editoras e da imprensa que assim respondiam à ideia que circulava insistentemente no meio musical parisiense – havia uma nova e extraordinária voz na cidade. Para Mayra, no entanto, este foi um período de intensa aprendizagem, com o universo da música a abrir-se perante os seus ouvidos. Em Cabo Verde, Mayra tinha alargado horizontes e cantava de tudo, MPB e boleros, blues e chanson, além de reportório tradicional, mas em Paris foi nos sons da sua terra que se concentrou. Foi com a descoberta dessa voz própria que nasceu, finalmente, a ideia e a necessidade de gravar um disco. Firmou-se contrato com a Sony e avançou-se para o primeiro álbum – «Navega». Logo no título, uma palavra que define uma vida de viagens reais, mas também estéticas, uma viagem pessoal que marca a identidade artística de Mayra Andrade."
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Navega (2006) foi o seu álbum de estréia. Produzido em Paris por Jacques Ehrat, o álbum vendeu 80 000 cópias chegando a Disco de Ouro. Nesse período, Mayara também gravou participações com importantes nomes da música, inclusive brasileira: Chico Buarque, Lenine, Carlinhos Brown, Margareth Menezes, Mart'nalia, entre outros. O segundo álbum de Mayra foi lançado em 2009 com o título de Storia, Storia, trabalho em que a cantora/compositora se volta ainda mais para suas raízes...
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"Com Stória, stória... Mayra quis fazer um disco mais pensado e ter mais tempo para cantar. Juntamente com Alê Siqueira e alguns grandes músicos e parceiros que já tinham participado no seu primeiro disco (Quim Alves, Etienne Mbappé, Zé Luís Nascimento), Mayra esteve dois meses em estúdio, essencialmente entre Paris e São Paulo, mais também no Rio de Janeiro, Salvador de Baía e Havana, de onde Mayra voltou com a sensação de querer descobrir essa outra ilha na qual nasceu."
..,
Por hora, só tive a oportunidade de baixar esses dois álbuns, os quais já me deixaram maravilhada. Espero conseguir encontrar o terceiro disco da moça, Studio 105 (2010), seu trabalho mais recente.
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Além de f**, Mayara é uma graça. Assisti a 876 entrevistas dessa mulher nestes últimos dias e a impressão que tive é de que além de profissional, madura (não só musicalmente, mas também como jovem de 25 anos que és....), Mayra é extremamente simpática e doce (ok! a obra do artista deve vir em primeiro lugar, relativizando aspectos biográficos, particularidades; ok! até eu posso ser doce quando diante de uma série de desconhecidos... - que seja! Gostei da menina e ponto).
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Enfim, querido leitor: Fico feliz por compartilhar com vocês essa descoberta! Espero que também gostem....Há três vídeos da Mayara postados aqui no Sofia, confiram! Provavelmente postarei mais dezesseis ainda hoje...(Falta do que fazer? NOT!).
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Bom dia...
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"Mána bá sidádi grándi
Tiru saí-l pa kulátra..."




sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Mayra Andrade EPK. 1ª Part

Quizumbando

*Entre o bem e o mal. Foto de Paulo Madeira. (Lindo o modelo, não?)
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Eu vou botar!
Eu vou botar
Teu nome na macumba
Vou procurar uma feiticeira
Fazer uma quizumba
Prá te derrubar!
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Oi, Iaiá!
Você me jogou um feitiço
Quase que eu morri
Só eu sei o que eu sofri
Deus me perdoe
Mas vou me vingar
Eu vou botar!
...
Eu vou botar
Teu nome na macumba
Vou procurar uma feiticeira
Fazer uma quizumba
Prá te derrubar
(Zeca Pagidnho- vou botar teu nome na macumba)

Mayra Andrade - Comme s' il en pleuvait

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Mayra Andrade - Mana (Live Jools Holland 2008)

LLUEVE SOBRE MOJADO...


*Velha comerciante. Foto de Camilo Pino Cabral.

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Estava a velha em seu lugar
Veio a mosca lhe fazer mal
A mosca na velha e a velha a fiar

Estava a mosca em seu lugar
Veio a aranha lhe fazer mal
A aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar

Estava a aranha em seu lugar
Veio o rato lhe fazer mal
O rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar

Estava o rato em seu lugar
Veio o gato lhe fazer mal
O gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar

Estava o gato em seu lugar
Veio o cachorro lhe fazer mal
O cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar

Estava o cachorro em seu lugar
Veio o pau lhe fazer mal
O pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar

Estava o pau em seu lugar
Veio o fogo lhe fazer mal
O fogo no pau, o pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar

Estava o fogo em seu lugar
Veio a água lhe fazer mal
A água no fogo, o fogo no pau, o pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar

Estava a água em seu lugar
Veio o boi lhe fazer mal
O boi na água, a água no fogo, o fogo no pau, o pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar

Estava o boi em seu lugar
Veio o homem lhe fazer mal
O homem no boi, o boi na água, a água no fogo, o fogo no pau, o pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar

Estava o homem em seu lugar
Veio a mulher lhe fazer mal
A mulher no homem, o homem no boi, o boi na água, a água no fogo, o fogo no pau, o pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar

Estava a mulher em seu lugar
Veio a morte lhe fazer mal
A morte na mulher, a mulher no homem, o homem no boi, o boi na água, a água no fogo, o fogo no pau, o pau no cachorro, o cachorro no gato, o gato no rato, o rato na aranha, a aranha na mosca, a mosca na velha e a velha a fiar...

(A Velha a fiar - ??)

Escrever, dançar, lecionar.

*As mãos seguram a liberdade dos sonhos. Foto de António Costa.
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Um post sobre qualquer coisa.
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Pessoas me perguntam qual seria o gênero ou sub gênero do Sofia de Buteco, na medida em que todo Blog parte do princípio do diário pessoal (claro que atualmente encontramos inúmeras funcionalidades para um Blog, desconstruindo a idéia "bruta" que se tem do gênero). Nestas situações, afirmo que o Sofia nada mais é que um diário pessoal - sim, pessoal - porém ficcionalizado. Há quem se surpreenda com a liberdade adotada pela bloggeira que vos escreve para tratar uma infinidade de temas tão particulares. Pois bem: esse é o barato da coisa, confundir! Todos os posts estão diretamente relacionados a minha vida pessoal, sem dúvida, mas nem tudo o que escrevo é verdade, de modo que com muita frequência utilizo uma lente especial, capaz de ampliar toda e qualquer realidade subjetiva a fim de realizar uma narração mais interessante e também universal. Falar de mim é muitas vezes falar de uma série de outras pessoas. O contrário não deixa de ser verdadeiro: uma música ou fato vivenciado por outrem pode significar mais verdade "intima" que qualquer outro subsídio assindado em meu nome.
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Escrever é o que mais gosto de fazer na vida. Na falta de "dom" para um livro de crônicas (um projeto pessoal da "infância"), inventei o Sofia. A idéia não é a qualidade da escrita, o comprometimento crítico-literário; não! O objetivo maior é o da minha auto satisfação. Escrever essa bagaça me diverte um tanto, e saber que há quem leia toda essa bobagem me diverte ainda mais! A troca entre interlocutores é sempre positiva, independente do tom (MESMO).
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Assim que aprendi a escrever, surgiu-me um calo horroroso no dedo médio da mão direita. Por volta dos sete anos, assistia tranquilamente minha querida Sessão da Tarde, quando num filme que não recordo o nome, ouvi a seguinte fala de uma espécie de feiticeira: "Quem nasce com um calo no dedo médio da mão esquerda é porque tem o dom da escrita: você será um escritor". Pronto! Tudo o que eu precisava para sonhar! Meu calo não é de nascença, tampouco na mão direita; mas, a partir de então, adaptei minha realidade assim-assim e coloquei na cabeça que um dia eu também escreveria um livro, porque havia sido escolhida pelo calo da vida. Tenho uma caixa velha com uma série de textos que fiz ao longo da infância, alguns grotescos, outros bem divertidos; alguns até bem escritos para a idade que tinha. Crônicas, livrinhos de estorinhas dos Cavaleiros do Zodíaco (com minhas próprias ilustrações) e alguns poemas horrendos...rs. Guardo-os todos porque são memória, e toda memória merece o patamar da escrita, da eternidade ante a ação do tempo.
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Tenho uma extensa coleção de cartas que recebi de pessoas muito especiais. Diários, agendas, álbuns de recortes, guardanapos, folhas secas, tudo o que me é simbólico. Não tenho coragem de jogar todo esse passado no lixo; tal caixa me é sagrada como um relicário.
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Depois da escrita, a dança (e por consequência a música). É Santo Agostinho (acho) quem nos disse:
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"
Eu louvo a dança, pois ela liberta o ser humano
do peso das coisas - une o solitário à comunidade.
Eu louvo a dança, que tudo pede e tudo promove:
saúde, mente clara e uma alma alada."
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Danço o tempo todo. Atravesso a rua dançando, tenho comigo um MPX embutido na alma com uma coletânea de músicas que amo. Só a dança/música é capaz de dar vida ao homem, fazendo-nos emegir da mediocridade, da falta de cor, da solidão. A música é a expressão do espírito de Deus; a dança, do corpo.
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Não há um dia sequer em que não pense em voltar a dançar, e ultimamente este pensamento tem se tornado obsessivo. Parece loucura, mas há dias que a coda de Cisne Negro não me sai da mente pra nada; é tão nítida quanto a imagem da Alícia Alonso em seus triplos fouetees. Cada um com suas manias...
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Por fim, lecionar. Nunca me vi professora, nunca sonhei em sê-lo, mas hoje não me imagino fazendo qualquer outra coisa. Confesso que morro de preguiça de preparar aula, detesto acordar cedo, entre outras coisas tão necessárias para se ter disciplina; mas, apesar disso, não há melhor espaço no mundo que a sala de aula, uma espécie de palco circular em que todos dançam, todos protagonizam, com ou sem máscaras.
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Eis o que esta tríade tem em comum: a máscara. Precisamos de máscaras para dançar, mas também para escrever e ser professor. Isso não é sinônimo de falta de transparência, muito pelo contrário. A verdade continua presente mesmo sob o disfarce escolhido, continua clara. Quem nunca deu uma aula sobre um tema chatíssimo como se falasse do sublime?
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Porque lecionar é a arte que move todas as outras.

- TRANSFORMA!

*Rolling on the flor. Foto de Victor de Almeida.
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"Água mole em pedra dura,
tanto bate até que
cansa."
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Querido leitor do maior blog-piranho de Viçosa,
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Recebi esse elogio-adjetivo de um amigo que se referia assim ao Sofia..."É...o seu blog é o do menino-piranha de Viçosa: de vez em quando um post sobre relacionamento ou uma coisa séria; mas, na maioria das vezes um 'aí galera, bora pro leão?' ". Fiquei muito feliz com essa espécie de "reconhecimento", até porque também gostaria de que o Sofia fosse ainda mais "da piranhagem": tenho saído muito pouco de casa, divertido-me escassamente...tenho sofrido do mal universal de se ter "muita coisa na cabeça".
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Muita coisa na cabeça tipo: família...(minha avó doente, alguns desentendimentos em casa...), grana (falta de), trabalho (preciso de mais um), futuro profissional (preciso estudar, decidir uma série de coisas, concentrar-me e focar no que de fato quero: querer...), vida afetiva (preciso de mais amor próprio).
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Seria legal se a vida fosse uma espécie de jogo "transforma" 24 horas, como no vídeo abaixo:
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Sem rumo?
Voz dos céus: - Transforma!
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Sem trabalho?
Voz dos céus: - Transforma!
...
Sem sexo?
Voz dos céus: - Transforma!
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Sem uma pessoa legal que te ame de verdade?
Voz dos céus: - Transforma...
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Então, em questão de segundos, tudo se resolveria sem demasiado esforço e complexidades.
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Tenho sentido falta de uma série de coisas leves: não-complexas. As festas universitárias de Viçosa já não me preenchem mais, salvo os botecos, claro, mas ainda assim estes não são mais os mesmos...(vide Leão, por exemplo, em breve um post especial sobre isso a pedido de uma leitora). Gostaria de fazer outras coisas, ir a um bom cinema com mais frequência, boliche, karaokê, rever amigos. Durante toda a adolescência e início de juventude, amigos e eu tínhamos o costume de nos encontrarmos nas casas um-do-outro, passando a noite em claro à luz de violão, voz e vinho (nem sempre dos bons...). Aliás, já pelas bandas de cá tínhamos o costume de fazer isso, após as reuniões da PJ. Era tudo muito divertido...jogávamos cartas...(UNO, Mal-Mal - os dois únicos jogos que "domino", além daqueles que se aprende na infância com as tias), Los Hermanos até às cinco da madrugada, risos desmedidos.
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Estou desbotada. Fomos ao Rio de Janeiro, mas não nos encontramos - sol e pele.
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Quero fazer uma viagem: para Argentina. Procurando por pacotes razoáveis, vi que é uma viagem bastante viável, desde que eu tenha um trabalho fixo, para não depender de segundos e terceiros para fazê-la. "Iremos no ano que vem" - penso com meus botões, mas às vezes a vontade é tão grande - a de evaporar - que prefiro acreditar numa pedra que encontrarei pelo meio do caminho, quem sabe hoje à tarde.
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Sobre a vida afetiva: Após alguns acontecimentos, não tenho mais certeza se quero um namorado neste momento, um relacionamento sério, devido as minhas circunstâncias. Ao mesmo tempo, o medo de perder a pessoa de quem gostamos (seja lá o que isso signifique no momento) às vezes nos faz insistir no nulo, no vazio, como águla mole que bate, mas termina ainda mais mole, por fim, quase oca de tanto bater.
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Penso que o amor é a melhor coisa do mundo, talvez a mais importante. Gosto de amar, porque amplio uma série de olhares, amo por tabela uma série de outras gentes, músicas, livros, filmes. Até mesmo o sofrimento que o amor possibilita, quando dentro de uma "medida", tem lá os seus benefícios: torna você mais vivo, passível de transformação, conectado com a vida e as pessoas. Contudo, bom mesmo é amar em par, em sintonia: porque quando "a coisa" destoa, só mesmo o tempo para consertar, seja para bem ou para mal e este é um problema que sempre me acomete, a falta de paciência para o tempo e as resoluções que a ele compete.
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A grande merda do amor é o excesso de confiança. Acredito que para amar bem é preciso de um pouco de "desconfiança" e medo, porque te fazem sempre novo, sempre menino aos olhos do outro. Caso contrário, ao ter a certeza de que não perderemos o "parceiro", iniciamos o terrível ciclo do "papo de surdo-mudo": de um lado, fala-se demais (se é exaustivamente chato, pedante); e, por outro, escuta-se de menos (se é ausente, frio, às vezes cruel). Começam-se os desencontros, os defeitos que superam as qualidades, as problematizações e toda chatice que isso traz. Não há mais leveza, senão adivinhações: "tenho que ligar agora...ou...", "tenho que ligar esse celular...ou", "não vou falar isso...ou", "não vou perguntar isso...ou...".
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Uma merda.
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Às vezes, esperamos uma postura do outro que não vem. Talvez por falta de compreensão, tato - o que é normal, pois até mesmo os casais mais harmônicos são pessoas completamente diferentes na individualidade (o que é ótimo). Mas em certos momentos, isso nos acontece por falta de jeito, falta de saco, vontade. Como saber?
...
Meu amor precisa de um tradutor google: só os óculos para a cegueira congênita não bastam mais.
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Quero mesmo é um tempo pra mim.
...
- TRANSFORMA!
...
Quero mesmo é um tempo para nós dois.
...
- TRANSFORMA!
...
Quero mesmo é um t....
....
- TRANSFORMA!
...
...um Tablete de Halls com Vodka!
...
BOM DIA!
...
JOGO TRANSFORMA (p/ quem não sabe do que estou falando):


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Um fado para Mari

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Em homenagem à rapariga Mari (que há de passar os próximos dois anos na terra de Gil Vicente, Camões, Herculano, Garret, Pessoa, Saramago e tantos outros!) um fado de que muito gosto! Desejo-te toda sorte do mundo...Que Deus te guarde, sempre, Beijoo!
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Volta atrás vida vivida
Para eu tornar a ver
Aquela vida perdida
Que nunca soube viver

Voltar de novo quem dera
A tal tempo, que saudade
Volta sempre a primavera
Só não volta a mocidade

A vida começa cedo
Mas assim que ela começa
Começamos por ter medo
Que ela se acabe depressa

O tempo vai-se passando
E a gente vai-se iludindo
Ora rindo ora chorando
Ora chorando ora rindo

Meu Deus, como o tempo passa Dizemos de quando em quando
Afinal, o tempo fica
A gente é que vai passando

(Vida Vivida - Argentina Santos)

Mais do mesmo


*os tons da vida. Vitor tripologos.

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Todo dia ela faz tudo sempre igual:
Me sacode às seis horas da manhã,
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã.
(Cotidiano - Chico Buarque).

domingo, 11 de setembro de 2011

Esquizofrenia

*grito de morte. Por Marta Ferreira.
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Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Verbo?Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas. Vozes veladas. Veludosas vozes.Volúpias dos violões, vozes veladas. Vagam nos velhos vórtices, velozes.Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.Você?
...


(Cruz e Souza - Violões que choram).

Vontade


Hibiscus - A Insustentável Leveza do Ser. Por Marta Bucher.
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A menina dança sozinha

por um momento

A menina dança sozinha

com o vento, com o ar, com

o sonho de olhos imensos…

A forma grácil de suas pernas

ele é que as plasma, o seu par

de ar,

de vento,

o seu par fantasma…

Menina de olhos imensos,

tu, agora, paras,

mas a mão ainda erguida

segura ainda no ar

o hástil invisível

deste poema!

Mario Quintana

...

Vontade.

sábado, 10 de setembro de 2011

Velho-Menina

*Alegoria à vida. Foto de José Monge.
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O amor é velho, velho, velho
E menina.
O amor é trilha
De lençóis e culpa
Medo e maravilha.

O tempo a vida lida
Andam pelo chão,
O amor aeroplanos
O amor zomba dos anos,
O amor anda nos tangos,
No rastro dos ciganos,
No vão dos oceanos.

O amor é poço
Onde se despejam
Lixo e brilhantes:
Orações, sacrifícios, traições.

(O amor é velho-menina, Tom Zé)

Sorrateiramente (II).


*Lonely heart. Foto de Pedro Moreira.
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P: - Que fizeste?
J: - Pedi a ele um pouco de malandragem... Pois sou criança e não conheço a verdade. Eu sou o poeta e não aprendi a amar.

P: - Bobeira é não viver a realidade! Mas você ainda tem uma tarde inteira...

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Tudo sobre minha mãe (II)


*Mãe e filho. Foto de Luis Phillipe Santos.

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Você nunca ouviu falar em maldição
Nunca viu um milagre
Nunca chorou sozinha num banheiro sujo
Nem nunca quis ver a face de Deus
[...] Só as mães são felizes.
(Cazuza - Só as mães são felizes)
...
Já chorei várias vezes em banheiro limpo ou sujo; aliás, acho que lágrima e banheiro são duas coisas que se atraem. Lembro-me da última vez em que o fiz: estava no banheiro do departamento em que estudo, quando tranquei-me por lá e só sai após a queda da lágrima, a que estava engasgada. Já chorei em banheiro químico, banheiro de casa de amiga, banheiro de boteco, banheiro de seminário religioso, banheiro de hotel.
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Todas as mulheres passam por isso; nove entre dez. Minha mãe, entratanto, não. Minha mãe engole o choro e respira fundo, brava e vermelha. Só chora na minha frente, como se dissesse "também sou carne", como se o espelho tomasse vida e forma, eu-espelho- dela.
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Assim tudo começou.
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Dos males da infância, somente o intermerdiário: embora nunca tenha me vestido com seios postiços ou enchimento para o bumbum, tal qual fizera a mãe com a pequena Mandy Jackson, mamãe certa vez cismou em me colocar num curso de modelo/manequim quando eu tinha oito anos. A notícia só me chegou após a matrícula já feita, de modo que num sábado de 94, acordou-me muito cedo com as seguintes palavras: "Amanda, já acordou?". "Pra que acordar se o pesadelo começa agora, mãiÊ!" - podia ter dito, mas não o fiz simplesmente por não imaginar o que me esperava...(eu sempre atrasada para as coisas da minha própria vida).
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Sim: só as mães são felizes.
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Gostava do sanduíche que vendiam na "cantina" do lugar. Na verdade, isso era a única coisa que me atraía para a futura vida de modelo, a que minha mãe sonhara pra mim. Não sei de onde tirou tamanha loucura, eu que era uma criança fofa, tímida...e astigmática. Na verdade, ainda me pergunto em que planeta habitava meu pai, a pessoa mais sensata da minha casa, por ter acompanhado, em silêncio, esta e outras sandices de mamãe.
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Pois bem.
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Tínhamos aulas de passarela. "Obrigavam-nos" a caminhar em linha reta, intercalando cada pisar entre artefatos de bambu, os quais marcavam o tamanho de cada passo a ser dado. Pra mim, uma missão impossível: sempre caminhei em diagnonal e com os pés em "en dehor" extremo, como "quinze pras quatro". Havia também aulas de teatro. Sou apaixonada por teatro, fiz algumas aulas já adolescente, por ocasião de espetáculos de dança, e modestamente, acho que levo jeito pra coisa. Isso não quer dizer, no entanto, que eu não abriria o "berreiro" ao ser escolhida pelo professor de teatro (...um ator profissional que fazia propaganda de "nao sei quê" na TV) para simular uma cena de "first date":
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Ele: - Você vem sempre aqui?
Eu: (silêncio).
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Neste dia, chorei. Pedi a Deus que não pusesse mais os pés naquele lugar, que a insanidade de Dona Maria-Francisca tivesse fim. Mas continuei.
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Tivemos uma aula de etiqueta certa vez. Devo ter simulado uma súbita virose, porque não fui nesta dita aula, a que hoje me faz uma falta enorme. Porém, não escapei do "teste final" de passarela com uma professora que, ao me ver vestida de colegial, eu já aos nove, disse-me que eu tinha uma beleza exótica, que um dia seria uma mulher muito bonita, enchendo assim o coração de mamãe com a amarga erva da espeança.
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Gravamos um comercial. Uma simulação, digo. Conformada, havia entregado os pontos e me apegado à idéia de que em seis meses meu "mico semanal" teria fim. Escolhi um comercial que achava legal: em que a Denise Fraga interpretava uma doméstica, a fim de vender um produto de limpeza famoso na época. Mamãe vestiu-me como tal. Confesso que fiquei uma gracinha, e o comercial mais gracioso ainda..."cera-ceradeira-cera-ceradeira" - eu repetia isso 346 vezes e as pessoas iam à loucura. De fato, eu era uma das melhores...(rs).
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Desfilamos de biquíni uma vez e eu quis morrer. Mas não morri! Sobrevivi e doze anos depois, passei no vestibular para Letras, sepultando assim todos os sonhos de mamãe com relação ao estrelato de sua filha única.
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Certa vez, disse-me um dos meus ex´s namorados:
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- Você é muito parecida com a sua mãe! Você se queixa tanto dela, mas às vezes é chata como ela, neurótica, briguenta (sim Amanda, você é briguenta) e sempre acha que é a dona da razão.
- E você é um babaca, meu amor - poderia ter dito para defendê-la, mas não o fiz. Calei e chorei muito. Ainda éramos apaixonadas pelo rapaz que, sem saber, livraria-me de um grande prejuízo naquele instante...
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...o de passar uma vida ao lado de alguém que te ama pelo que você não é (ou pelo que você também é, mas só nos dias de sábado).
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Somos parecidas em muitas coisas e diferentes em tantas outras. Intuitivamente, sempre decidimos tomar banho na mesma "fração de segundo", e daí o eterno comentário dela "...só porque eu já ia...". Costumamos escovar os dentes enquanto caminhamos pela casa, momento este que utilizamos para pensar na vida e nas coisas do dia. Temos medo de elevador e de altura; da morte e das dores de cabeça do meu pai. Gostamos de criança, de adivinhações do futuro e de dramatizar o passado e as perdas cotidianas.
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Ainda assim ela é bem mais esperta do que eu: sabe nadar, cozinhar bem e aprendeu a dirigir, embora dirija muito mal. Veio pra São Paulo aos 26 anos a fim de dar uma guinada em sua vida: trabalhou, conheceu meu pai, casou e me deu à luz. Quando me viu pela primeira vez, já sabia que eu era a sua filha.
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Não há um só dia em que não briguemos. Hoje foi um deles, com direito à lágrima, banheiro e o clichê "...agora acabou". Ela sabe como me irritar. Confesso que muitas vezes chego a odiá-la, talvez porque soframos do mesmo mal: o da falta de fé.
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O que nos une, entretanto, é o gosto pela palavra: mamãe não só me ensinou a falar, mas também a escrever, quando eu tinha quatro anos. De todas as coisas que me faltam, da coragem ao jeito pra passarela, a palavra é o meio que encontro para amenizá-las todas. Um "sim" que dizemos ao acaso, um "não" que pronunciamos entre-dentes, ou, ainda, um email que enviamos, uma carta que não entregamos, uma assinatura que nos permitimos, podem ser os responsáveis pela mudança de toda uma vida.
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Um dia, na casa de minha avó, encontrei uma carta de mamãe informando a TODOS de que eu havia tido a tão esperada (por ela) menarca. Envergonhada, rasguei a carta em pedacinhos, e descobri, naquele momento, qual locução adjetiva que melhor qualifica a pessoa de Maria-chica: "SEM NOÇÃO".
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Mas até o amor tem um viés "sem noção", inexplicável: ao suportar o trânsito da segunda à sexta, ressuscita ainda melhor no sétimo dia e se esvazia no domingo à tardezinha. Para recomeçar bem.

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Porque sim: só as mães são felizes.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Pelo sim, pelo não...

*Dia da independência do Brasil. Maria Tereza Gonçalves.
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"

A fé tá viva e sã
A fé também tá prá morrer
Oh! Oh!
Triste na solidão...

Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá...
(Andar com fé - Gilberto Gil)
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INDEPENDÊNCIA OU MORTE?

Bom dia!
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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Deixa o moço bater...


*segue a tua estrela. Foto de landa.
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...Deixa o moço bater
Que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos
Pra um amor de tantas rugas
Não ter o seu lugar

Abre a janela agora
Deixa que o sol te veja
É só lembrar que o amor é tão maior
Que estamos sós no céu
Abre as cortinas pra mim
Que eu não me escondo de ninguém
O amor já desvendou nosso lugar
E agora está de bem.

(Conversa de botas batidas - Los Hermanos)


sábado, 3 de setembro de 2011

Paranormal?

O telefone...Glêner de Souza Borges.
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"Não telefone, não mande carta
Não mande alguém me avisar
Não vá pra longe, não me desaponte
O amor não sabe esperar"
(Marisa Monte - O amor não sabe esperar...)
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O que os olhos não vêem, o coração não sente; a menos, claro, que estejamos tratando de faculdades paranormais, dessas que te fazem intuir certos episódios, maus presságios, mesmo a quilômetros de distância.
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A verdade, no fim das contas, é sempre a melhor solução
(também para os casos de amor-guerra).
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Bom mesmo é suco de maracujá com cupuaçu: doce.

As Olívias - Amigo secreto da firma - 1

Não me canso desses vídeos!

Manhã de açúcar

*Saudade. Luis Rosa.
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"Teresa, se algum sujeito
bancar o sentimental em cima de você
E te jurar uma paixão do tamanho de um bonde
Se ele chorar
Se ele se ajoelhar
Se ele se rasgar todo
Não acredita não Teresa
É lágrima de cinema
É tapeação
Mentira
CAI FORA."
(Manoel Bandeira)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Pânico

Bom dia pra você, querido leitor, que teve uma crise pânico-ansiedade durante a noite, levantou da cama 345 vezes e por fim não dormiu nada...
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É preciso manter o bom humor e a coragem!
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Bom dia!
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0bs: Pensando bem, talvez tenha sido pelo tanto que dormiste durante o dia, não? =P

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Adele - ''Someone Like You''

The Manslater - Tradutor para os homens

CLARICE: aforismos clandestinos...

Em sintonia com o movimento encabeçado por A.G e demais amigas e colegas das letras - Leave Clarice alone! - eis algumas contribuições do nosso buteco nonsense vitual... (afinal de contas, a maioria dos aforismos, citações e afins atribuídos a nossa querida Clarice, e copiados em tantos perfis de redes sociais ingenuamente, não foram escritos pela diva literata (agora diva "pop"da literatura...). Aprecie com moderação e transcreva em sua rede social!
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"Não chame o meu nome, não chame o meu nome, Alejandro (Alejandro)." (LISPECTOR, 1976).
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"Late que eu to passando" (LISPECTOR, 1975).
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"Eu não vou negar, você é meu doce mel, meu pedacinho do céu, eu não vou negar..." (LISPECTOR, 19??).
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"Eu queria
adicionar a sua inicial
ao meu monograma
Diga-me,
Onde está o pastor,
...para essa ovelha perdida?"
(LISPECTOR, 19??).
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"Vá dizer!
Que se ela for eu vou sentir saudade,
dos velhos tempos que a felicidade
reinava em nosso pensamento, Lua!"
(LISPECTOR, 19??).
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"Deixa acontecer naturalmente,
Eu não quero ver você chorar,
Deixe que o amor encontre a gente,
Nosso caso vai eternizar"
(LISPECTOR, 1938).
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"Cuidado com a cuca que a cuca te pega; peda daqui, pega de lá"
(LISPECTOR, 1922 - Para a Semana de Arte Moderna, aos dois anos de idade).
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"Você é luz, é raio-estrela e luar. Manhã de sol: meu iaiá, meu iôiô" (LISPECTOR, 1975).
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"Deus está morto. Viva Perigosamente. Qual o melhor remédio? - Vitória!" (LISPECTOR, 1964).
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"Seria cômico, se não fosse trágico" (LISPECTOR, 1956).
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"I said I didn't come here to leave you
I didn't come here to lose
I didn't come here believing I would ever be
...away from you
I didn't come here to find out
There's a weakness in my faith
I was brought here by the power of love
Love by grace"
(fragmento em Inglês de "Laços de família" - CLARICE LISPECTOR)

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"Sou uma máquina sexual" (LISPECTOR, 1940)
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"Uni duni duni tê, ô ô ô, salamê minguê, ô ô ô..." (LISPECTOR, 1925)
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"Eu quero uma casa no campo..." (LISPECTOR - psicografado em 2009).
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Dói? Não...não dói o tapinha - não..." (LISPECTOR, psicografado em 2010).
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"Eu te amo, disse ela então com ódio para o homem cujo grande crime impunível era o de não querê-la. Eu te odeio, disse implorando amor ao búfalo."(LISPECTOR,1960).
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"Hoje é festa lá no meu apê...vai rolar bundalelê". (LISPECTOR, 1970).
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- Diz aí Clarice, o que tu vai fazer?
- Vou degustar esta barata pra me defender...
(LISPECTOR, A Paixão segundo GH).



Feliz dia da Bailarina!

A descoberta da amizade


Eu continuo aqui
Com meu trabalho e meus amigos
E me lembro de você em dias assim
Dia de chuva, dia de sol
E o que sinto não sei dizer.

Vai com os anjos, vai em paz!
Era assim todo dia de tarde
A descoberta da amizade
Até a próxima vez...

(Love in the afternoon , Legião)

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Foi-se embora agosto, mês de cachorro-louco (vai tarde, vai tarde...). Chega setembro, mês do amor e da saudade aguda, dessas que te deixam em casa, prostado, com fortes dores de cabeça e otras cositas más. Então a saudade acontece, intensa e sem resolução...(nem mesmo literária).

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Cleiton foi o meu primeiro amigo. O irmão que não tive. Dele ouvi o meu primeiro "eu te amo"; nele dei o meu primeiro soco, rasteira, voadora e tantos outros golpes que se aprende quando criança. Na adolescência, tornara-se cúmplice para os crimes que minha mãe não podia sonhar. Também conectados pela tal sintonia, que só o amor realiza, permanecemos juntos até o fim, ou até o começo, quem vai dizer?

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Se pudesse voltar a qualquer momento da minha vida, seria a qualquer julho ou dezembro em que estávamos juntos, nas cachoeiras das Gerais ou no degrauzinho que dava início a sua casa, jogando conversa fora, rindo como gente boba ou simplesmente sonhando, em silêncio.

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Saudade me da sono e fome...mas é preciso continuar...

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Feliz Aniversário, irmãozinho...

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Até qualquer dia desses....


Minha prima bailarina (Para Cinthya)

...Só a bailarina que não tem
Medo de subir, gente
Medo de cair, gente
Medo de vertigem
Quem não tem!
(Ciranda da Bailarina - Chico Buarque)
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Quando a conheci, vivia a primeira crise existencial da minha vida, já aos treze. Não sabia mais se devia ou não continuar a dança clássica; sentia falta de ter os sábados livres para as coisas mais comuns e , às vezes, também mais prazerosas, como ir ao shopping ou namorar. Outras coisas já me tocavam na época, como um enorme vazio de alguma coisa obscura, o medo do desconhecido e a sensação da velhice precoce...(...já tenho 13 anos!).
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Um dia, a resposta me veio em forma de carta...Creio que tenha sido a primeira carta da minha vida, dessas de se guardar eternamente junto de si, numa caixinha de música. A menina quem me escrevia, tão mais séria, madura, dona de si, equiparava-se a minha ingenuidade, explicando-me como funcionavam as coisas da vida..."É a primeira de tantas outras crises, Amanda, mas eu confio em você". Talvez não tenham sido assim as palavras, o jeito, a cor, mas foi o modo como me senti, como se houvesse, enfim, encontrado uma amiga naquele lugar. Não qualquer amiga (vim a descobrir meses depois, anos...), mas uma irmã:
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Minha prima-bailarina.

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Segredei-lhe o meu medo da queda, do fracasso, da infelicidade. O medo de não ver o mundo que eu queria, com as cores mais bonitas: medo de nunca conhecer o Hanson ou executar com perfeição meus 32 fouettes. Cinthya me viu cair e levantar; viu-me fouetizar, amar, ganhar, perder, crescer...dançar conforme tantas músicas.
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E eu a vi se tornar uma das melhores pessoas que conheço: humana, sensível, médica, amiga, irmã, mãe. Seja perto ou mesmo na ausência, conectadas por uma sintonia que só o amor realiza, encontramos-nos pelo caminho.
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Cinthya...Obrigada por tudo: da cartinha de 98 a carolina (o doce) que comi na sua casa, na última visita! Obrigada por todas as ligações, todos os encontros, todos os momentos em que pude ser quem sou, junto de você, e ainda assim me tornar uma pessoa mais doce...(ou não! rs).
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Feliz aniversário: Que a felicidade na sua vida seja um bom encontro...
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Felicidade, minha prima bailarina!
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Amo você, mas...
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Nunca, NUNCA vou te perdoar por ter conhecido a Ana Botafogo sem mim. NUNCAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!
...
Beijinho!


(Para Cinthya, com carinho!)

OBS: NUNCAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!
...
OBS: Beijo pro Diego!