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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Mi ventana cerrada: una sorpresa


*Lagartixa Acrobata. Foto de André Gonçalves

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Al amar eres eterno. Del mismo modo, cuando te encuentras escribiendo una novela, en los momentos de gracia de la creación del libro, estás tan impregnado por la vida de esas criaturas imaginarias que para ti no existe el tiempo, ni la decadencia, ni tu propia mortalidad. También eres eterno mientras inventas historias. Uno escribe siempre contra la muerte. [...] Hablar de literatura, pues, es hablar de la vida; de la vida propia y de la de los otros, de la felicidad y del dolor. Y es también hablar del amor, porque la pasión es el mayor invento de nuestras existencias inventadas, la sombra de una sombra, el durmiente que sueña que está soñando. Y al fondo de todo, más allá de nuestras fantasmagorías y nuestros delirios, momentáneamente contenida por este puñado de palabras como el dique de arena de un niño contiene las olas en la playa, asoma la Muerte, tan real, enseñando sus orejas amarillas. (ROSA MONTERO. Extracto Uno. IN: La loca de la casa.).
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Há alguns dias, notei a presença de um novo companheiro (ou companheira) que rodeia minha janela, do lado de lá, posto que esta permanece ainda fechada por tão pouco. Trata-se de uma lagartixa. Uma das minhas ex´s sogras temia severamente a existência do pobre réptil; porém, decidi deixá-la viver e se divertir às custas da minha pretensa ignorância. Também nunca me afeiçoei o bastante ao pobre animal, es decir: tanto como a ex sogra, detesto tal exemplar doméstico enraizado em todos os cantos do meu país e paredes. Ainda assim, observo-a diariamente, antes de deitar-me. Como se a invejasse ou admirasse (não há paradoxo aqui), devido a sua paciência em todos os dias insitentemente visitar-me, sinal da mais pura amizade.
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É tão paciente, tão conformado - o animalzinho - causando-me pena nos primeiros dias e, diferente do que faria anos antes, concedi-lhe, como Deusa, o dom da vida. Por fim, diariamente tenho recebido em troca uma espécie de consolo ou grande presente: minha observância curiosa, a que também sucede ao pueril réptil - futuro imenso lagarto - encantou-me quase como um novo amante. Diariamente, após alimentar-se de seus insetos, sem os quais não sobreviveria, minha nova amiga (ou amigo) passa minutos a me observar, indagando-se a respeito de minhas angustias razas; inconformada, talvez, pelos medos e ansiedades alimentados, sem os quais também não sobreviveria. Entretanto, seja lá por qual razão, continua - a lagartixa - a observar-me, fiel cão. E por empatia, sinto que me compreende; e , mais do que um presente gratuito (porque a janela nunca será aberta a esta hora, tenho pavor), é como se quisesse beijar-me e dizer amigavelmente que a vida é mais simples do que pensamos; é preciso paciência, preciso - às vezes - teimar em retroceder para que, com impulso mais corajoso (provocado por passos às vezes enganosos, os quais, ambiguamente, fazem-nos retroceder por demais: perdermo-nos ou confundimo-nos) o salto a prazo indefinido, conquistado pelo impulso da distância medida, tornar-se-á austero, dignificante; vivo.
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Quando voltar, se é que voltaremos, já estará morta minha pequena nova amiga; porém, dias desses, hei de abrir a janela, ainda fechada, para dar-lhe seu merecido olhar, concreto de reciprocidade.
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Não reclama desse calor excessivo, tampouco do frio e da chuva (para mim, calor infernal). Prostada a minha espera todas as noites, tornamo-nos cúmplices, compatilhando sensações, medos que vão além de mim e destas palavras sem brio. Mas, quando a observo, sinto paz. Como se houvesse alguém a quem pudesse confiar, verdadeiramente.
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O mesmo sucedeu com uma borboleta-bruxa, a que pousou sorrateiramente do lado de fora da minha janela. Esta, no entanto, causou-me horror. Expulsei-a, mesmo plena de uma estranha e icogniscível doçura - a da bruxa. Após o veredicto... Pena: Não a assassinei, como teria feito anos antes, mas dispensei sua amizade, deixando-a livre.
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Ficou, então, mimada e só, minha lagartixa apaixonada (embora a janela esteja fechada neste momento).
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Não sofre de ansiedade, não reclama do calor destas bandas (o qual aumenta com este tempo chuvoso, pelo menos pra mim...Odeio calor excessivo). Apenas, limitando-se ao que está fora de mim, tenta adivinhar quem sou.

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Há tempos não encontro ninguém que me tente adivinhar; todos me julgam previsível: ou demais passional ou demais conformista, conformada, perdida.
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Meu novo amigo, ou amiga, a quem amo - porque o deixo viver, embora a longo prazo há de se tranfigurar em um lagarto asqueroso - não me julga: só adivinha. Ele, ou ela, observar-me atentamente todas as noites como quem diz:
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"Somos da mema estirpe, mulher: sobrevimemos às duras rupturas, como o fazem com minha calda; mas, depois do suportar da dor, regeneramo-nos, sempre. Ainda que eu nunca mais te veja - porque a minha vida é curta, a tua é longa, presumo, espero, lembre-te: Falta-te a paciência necessária para se dar conta de que tua capacidade de regeneração é infinita. Também como a de amar e a de construir coragem. Um passo atrás e o impulso para um bom salto será maior. Sabes disso; dançou durante quatoreze anos, não? Cada um nasce para aquilo que o é. Hoje, só quero uma noite calma e feliz: e com muitos insetos!
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- Humana, o que você quer hoje, da vida, como se fosse tão simples e tão único?"

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- Quero adivinar, sozinha, O nome da(quela) Rosa, por quem me apaixonei.
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sábado, 17 de dezembro de 2011

Pés descalços (Cesaria Évora)



"Eu preciso de quando vez da minha da terra, do povo que sou e desse marulhar das ondas"
(Cesaria Évora)
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Quem mostra' bo
Ess caminho longe?
Quem mostra' bo
Ess caminho longe?
Ess caminho
Pa São Tomé

Sodade sodade
Sodade
Dess nha terra Sao Nicolau

Si bô 'screvê' me
'M ta 'screvê be
Si bô 'squecê me
'M ta 'squecê be
Até dia
Qui bô voltà

Sodade sodade
Sodade
Dess nha terra Sao Nicolau

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Que Deus te receba em festa, Cesaria - dos pés descalços...Amém.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Sugestão

*Abelharucos. Foto de Filipe Caetano
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"...Pouco me importa que tu beijes tantas vezes
E que tu mudes de paixão todos os meses..."
(Alguém me disse - Ana Carolina).
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Nós, os seres humanos, em nosso ápice evolutivo, criamos mecanismos que nos afastam da dor em situações indesejadas: desligamos os celulares, ignoramos ligações, bloqueamos do Facebook, Twitter, Skype, MSN, etc. Já as abelhas, indiferentes a tais artifícios tecnológicos, terminam suas relações de maneira mais prática e racional: Matando o ex parceiro.
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Bom dia! = )

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Um fado para Mari

r


Em homenagem à rapariga Mari (que há de passar os próximos dois anos na terra de Gil Vicente, Camões, Herculano, Garret, Pessoa, Saramago e tantos outros!) um fado de que muito gosto! Desejo-te toda sorte do mundo...Que Deus te guarde, sempre, Beijoo!
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Volta atrás vida vivida
Para eu tornar a ver
Aquela vida perdida
Que nunca soube viver

Voltar de novo quem dera
A tal tempo, que saudade
Volta sempre a primavera
Só não volta a mocidade

A vida começa cedo
Mas assim que ela começa
Começamos por ter medo
Que ela se acabe depressa

O tempo vai-se passando
E a gente vai-se iludindo
Ora rindo ora chorando
Ora chorando ora rindo

Meu Deus, como o tempo passa Dizemos de quando em quando
Afinal, o tempo fica
A gente é que vai passando

(Vida Vivida - Argentina Santos)

domingo, 11 de setembro de 2011

Vontade


Hibiscus - A Insustentável Leveza do Ser. Por Marta Bucher.
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A menina dança sozinha

por um momento

A menina dança sozinha

com o vento, com o ar, com

o sonho de olhos imensos…

A forma grácil de suas pernas

ele é que as plasma, o seu par

de ar,

de vento,

o seu par fantasma…

Menina de olhos imensos,

tu, agora, paras,

mas a mão ainda erguida

segura ainda no ar

o hástil invisível

deste poema!

Mario Quintana

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Vontade.

sábado, 10 de setembro de 2011

Velho-Menina

*Alegoria à vida. Foto de José Monge.
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O amor é velho, velho, velho
E menina.
O amor é trilha
De lençóis e culpa
Medo e maravilha.

O tempo a vida lida
Andam pelo chão,
O amor aeroplanos
O amor zomba dos anos,
O amor anda nos tangos,
No rastro dos ciganos,
No vão dos oceanos.

O amor é poço
Onde se despejam
Lixo e brilhantes:
Orações, sacrifícios, traições.

(O amor é velho-menina, Tom Zé)

domingo, 8 de maio de 2011

Não basta ser mãe...

Mamis e eu...

Não basta ser mãe: tem que participar!!
Feliz Dia das mães!
Amo-te, mãe!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Ensaio Fotográfico Brasil-Colômbia!

Querido Leitor,
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Confira o ensaio fotográfico realizado na tarde de hoje, em minha casa, com a participação especial dos amigos Paola e John! (a quem desejo tudo de melhor...toda ventura e realizações possíveis...)
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Difícil essa coisa de saudade, não?
Boa Noite!


Capa da Revista Atrevida...

Capa da Revista Capricho: "Chega de Pitis: aprenda a discutir a relação de modo saudável e inteligente!"

Capa da Revista Tititi: "Na balada: aprenda a tomar a iniciativa!"

Capa da Revista Globo Rural...

Capa da Revista CARAS...

ENCARTE de CD Sertanejo...(obrigada Rebeca! hehe)

Capa de Revista de Fotografia: Aprenda já com Amanda e sua família a registrar os melhores momentos da vida e conservá-los de forma inteligente e cuidadosa!

Capa de Revista de Receitas da Mãe Joana...

Capa da Revista Sexy...

Capa da Revista Cláudia...

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Ao amigo Roni...

Beija-Flor. Foto de Luiz Berssani..
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Ao amigo Roni...
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...Meus sinceros sentimentos...
Que Deus ilumine você e sua família.
...Assim seja, Amém.