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segunda-feira, 19 de março de 2012

Para Mãe e Pai

* a importância de ter mãe e pai. Foto de Antonio Vidinha.
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Para Mãe e Pai...

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Minha velha é louca por mim
Só porque eu sou assim
Meu pai, por sua vez
Se liga na minha
E nos "butecos" onde passa
Não dá outro papo

Eu sou o caso deles
Sou eu que esquento a vida deles
No fundo, no fundo
Coloco os velhos no mundo
Boto na realidade
Mostro a eternidade
Senão eles pensavam
Que tudo era "divino maravilhoso"
Levavam tudo na esportiva
Ficavam contanto com a sorte
E não se conformariam com a morte

Minha velha é louca por mim
Só porque eu sou assim!

(Eu sou o Caso deles- Novos Baianos).


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Maquiagem é para os fracos!!!

Maquiagem é para os fracos: exibir as olheras de uma noite de bate papo, cervejinha e torta de chocolate não tem preço (Isso às cinco da manhã). Então: Bom dia!
Beijos à prima-irmãzita Bruna

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

A Lista de Sofia: Feliz 2012 (Parte I)

*Reveillon 2007/2008 em Caldas. Foto de Rodrigo
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...Certo mesmo é
Um ditado do povo:

Pra cavalo véio
O remédio é capim novo

(Capim Novo - Luíz Gonzaga)


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Ontem, cumpri o meu rito anual de escrever uma lista com os desejos para o próximo ano; 2012, óbvio. Sempre o faço na virada de ano e também em meu aniversário. Confesso que para este ano meus desejos se tornaram bem mais materialistas, práticos: um ou outro sonho; no mais, centenas de objetivos a serem cumpridos a curto e médio prazo. Comparando-a com a lista passada, percebo como tenho mudado, embora não necessariamente para "bem". Na verdade, mudanças são mudanças, não há bom ou mau....É o que nos tornamos diante das nossas circunstâncias e daquilo que falei num post anterior sobre as três escolhas da vida: PRIMEIRO, a que o universo escolhe para ti; SEGUNDO, a que as pessoas escolhem para ti; e, por fim, a TERCEIRA ESCOLHA (e mais perigosa delas): a que escolhemos com nossas próprias mãos, porém, influenciadas pelas duas anteriores.

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Não vou expor aqui a minha lista "real" de desejos. Há alguns meses, havia à esquerda do antigo layout uma pequena lista deles, mas nada em comparação com as tantas coisas que peço, não só para mim, mas principalmente para outrem. Porém, achei legal compartilhar, da lista de 2011, os desejos que se realizaram, sob a medida das "três escolhas da vida". Citarei alguns:
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1) Conseguir passar no Mestrado (SIM! Passei!);
2) Se conseguir passar com bolsa, ótimo; sem bolsa, encontrar um emprego (passei com bolsa, mas também quero o emprego...Na medida do possível);
3)Continuar matriculada na UFV e dar aulas particulares e em cursinhos para "quebrar o galho" antes de passar no Mestrado (Fiz tudo isso: de estudante especial à professora particular, de cursinho e de colégio particular);
4) Formar em julho, com todas as pompas possíveis como sempre quis (Formei em julho desse ano; mas as "pompas" que sempre quis me saíram tal como tiro pela cultara, isto é, só me trouxeram MUITA dor de cabeça. Pelo menos, minha família ficou "orgulhosa", ou minimamente feliz);
5) Vou resumir esse: Que meus pais sejam felizes e vivam muito. (Bom, o ano ainda não acabou; minha mãe teve uma séria crise urinária há alguns dias; hoje, meu pai está além de ....muito nervoso, passando mal [ ele tem problemas cardíacos]. Mas digamos que até então eles estão vivos e "saudáveis". Já a felicidade....Quem há de nos dizer o que é?);
6)Que uma amiga "x" desabroche para a vida... (Sim! A menina está desabrochando, tornando-se uma mulher linda...Mas, ainda falta um pouco mais de esperteza para com certas coisas);
7)Que eu conheça gente interessante...(Conheci: não muitas, mas algumas bem interessantes);
8)Que eu faça a gengivoplastia e que fique bonito esteticamente (Fiz sim, mas por ser uma correção bem "detalhista" não fez aquela "DIFERENÇA". De qualquer forma, pode ficar melhor e eu sinceramente espero que meu dentista, como prometeu, refaça parte desta correção sem custos adicionais);
9)Que meu cabelo cresça rápido antes d'eu formar. (Cresceu e está lindo; mas, depois da formatura);
10)Que eu emagreça uns cinco kgs...(Emagreci sim; mas sem dietas: cigarro, stress, decepções, etc, etc);
11) Que com vinte e seis anos eu encontre o homem com quem vou construir a minha vida...(Bom, acabei de completar vinte e seis anos, portanto, fique esperto leitor apaixonado por mim, você tem exatos 11 meses para agir!);
12)Quero viajar, fazer mil coisas, mas acho que em 2011 meu foco será o Mestrado... (Viajei poucas vezes, fiz menos de "mil coisas", mas, apesar de tudo, desfocadamente meu foco foi o Mestrado....);
13)Ir mais vezes a São Paulo (Fui apenas uma vez);
14)Conhecer o Rio de Janeiro (Meio traumático, mas conheci);
15)Que "y" se dê bem na vida e comece um namoro....(Y não "arrumou" namorado algum; porém, tem uma lista imensa de ficantes interessantes e está se dando muito bem em sua carreira profissional);
16)Passar mais tempo com meus amigos e família, principalmente com os pequenos M's (Pois é...passei menos tempo do que gostaria; mas, como disse, desfocadamente, ou ia pra night, para as casas dos tios/tias, ou passava nesse Mestrado/ trabalhava);
17)Comprar livros e roupas (Embora meu guarda-roupas tenha dado uma expressiva melhorada, livros mesmo só devo ter comprado uns...Oito).
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De trinta desejos, dezessete se realizaram.
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Agora, apresento-vos a minha lista de aniversário de 2010 para 2011. Como na anterior, só os desejos realizados e que se relacionem diretamente à 2011:
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1)Quero terminar tudo o que tenho para fazer, mesmo que para isso não vá ao x congresso. Quero fazer um bom texto de pesquisa, apesar da bronca que vou levar...Que não seja tão ruim! (Fiz tudo o que devia, sem broncas; a BRONCA MOR da minha vida me veio meses depois, mas não vem ao caso);
2) Quero passar no Mestrado (Passei!);
3) Quero fazer uma tatuagem de Girassol (Fiz, doeu nada e ficou linda: há quem diga que ficou "grande demais"; porém, meus amores...Trata-se de um girassol e não uma violeta...);
4) Quero comprar o Livro "Formação da Literatura" do Cândido (Comprei ano passado, mas me valeu mais para 2011);
5) Quero viajar nas férias...para a praia...para São Paulo (Sim! Nada de praia, mas estava eu lá, em minha paulicéia desvairada, no início de 2011);
6) Quero que "z" me escreva no meu aniversário...(Não só me escreveu no ano passado, como neste ano veio aqui presencialmente e me deu um PUTA presente de GREGO);
7) Quero ver Miltinho, Marcela e as meninas mais vezes...(Como disse, pude vê-los muitas vezes, mas não tantas como gostaria).
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Dos onze desejos, sete se realizaram.
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Procurei incessantemente minha lista de aniversário dos vinte e seis....Mas, não a encontrei. Das duas uma: ou devo tê-la escrito em meu diário (SIM! Ainda mantenho um diário não virtual, embora tenha-o deixado à margem depois da criação do Sofia de Buteco), ou não senti vontade de desejo algum. Chegamos então, caro leitor, ao foco deste texto:
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Dos meus trinta desejos, os da lista para o ano de 2011, dezessete se realizaram. Tortamente, mas se realizaram. É um saldo positivo, caso observemos bem. Mas, há algo que 2011 me trouxe o qual ano algum, mesmo os de término de namoro, mortes, perdas, mudanças bruscas o fizeram: 2011 me venceu pelo cansaço, eu, a "incansável". O ano de 2011 roubou a minha esperança das coisas, fez do meu humor mais sarcástico...(Humor de gente que é triste, no fundo). Tive imensa vontade de desistir de tantas coisas....Do mundo, de mim mesma. Este foi o pior ano da minha vida, em todos os sentidos.
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Observemos a descrição sobre o ano novo a que fiz em dezembro do ano passado:
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[...]Não há data no mundo que eu mais ame do que virada de ano! (Também gosto de Páscoa e do meu aniversário...).Reveillon me traz um espaço pra esperança: sinto vontade de abraçar a todos e me declarar às pessoas que realmente amo...(bem...isso é efeito da vodka, na verdade...).Falta pouco....Em 2011, prometo confiar mais em mim: em minhas potencialidades e intuições! Quero cuidar de mim.....e dos meus sonhos, diariamente. Agora, deixo vocês em paz; farei minha lista de desejos, um rito anual e impublicável..hehe.E mais uma vez: Viva 2011!! (Amo anos ímpares!Oxalá....)
(GALERA: Feliz 2011, Parte III. 31/12/2010)

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Não sei de onde tirei essa bobagem de anos ímpares serem os que me trazem sorte. Talvez, porque tenha nascido em 1985; mas, da mesma forma, posso morrer em outro ano ímpar e lá no purgatório dizer "É...eu tinha sorte em anos pares, mas nunca soube". Ímpar ou par, fato é que nos últimos nove anos, meus melhores foram: 2002, 2005, 2006, 2007, 2009 e parte de 2010. Logo, a coisa está bem dividida...Mas, voltando-me para anos anteriores - 2000, 1992 - torno a apostar, talvez por falta de escolha, em anos pares.
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Tal 2011 decepcionou-me além do meu limite, e embora eu esteja feliz e eufórica com algumas conquistas (Mestrado, minha viagem), o curto prazo ainda está difícil...Muitas desavenças, muitas confusões, muitas dores. Talvez seja a minha mania de controle; saber que não posso mudar as escolhas das pessoas me traz ódio, infelicidade, depressão. Não falo aqui de uma pessoa em particular, mas sim de tantas delas com quem convivo.
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A única pessoa a quem posso mudar, nesse mundo, sou eu mesma. E o quero. Eis o principal desejo para a minha lista do próximo ano:
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1) Que eu aprenda a me controlar: a ser menos ciumenta, vingativa, colérica. Quanto à chatice - que ela diminua um pouco, mas não mude, tornando-se assim um Q a mais do meu charme.
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Minha lista para 2012 tem por volta de 50 ou 51 itens. Creio que posso compartilhar mais alguns deles com você, caro leitor (Todos os itens não só deixaria o post ainda mais extenso, como me traria azar antes do tempo devido):
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2) Encontrar felicidade neste lugar, enquanto não volto para São Paulo em 2014 ou 2013;
3) Quero passar o Reveillon em um lugar que me dê esperança. Não estou suportando este fim de ano...Me dê uma idéia, meu Deus...(RISOS - Assim são as minhas listas, dialógicas e polifônicas às vezes);
4) Esse foi o pior ano da minha vida. Não deixe, meu Deus [...] que 2012 seja assim [...] Isso não é vida;
5) Que eu compre os Box do Woddy Allen, Almodóvar; os cd´s do Nicolas Krassik, Mayra Andrade e os que me faltam dos Los Hermanos;
6) Que eu vá ao show dos Los Hermanos em Belo Horizonte;
7)Que o mundo dê voltas;
8) Que dessa vez, 99% da lista dê certo, Meu Deus, [...]
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Dessa forma, para este fim de ano (...já vai tarde 2011!), só há uma coisa que posso desejar a todos os leitores, amigos, amores, familiares...A quem passar por aqui: ESPERANÇA. Esperança não é espera, mas sim, o ato de acreditar. O fato é que por vezes é preciso ESPERANÇA E ESPERA, e é neste meio de campo que uma ou outra coisa se perde. É preciso agir; correr atrás das nossas metas, objetivos e sonhos. Há os que escolhem, como eu, o caminho da impulsividade; há também os que o fazem por meio da paciência ou persistência...Pouco importa. Devemos é nos movimentarmos sempre.
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Quero o caos dos subversivos, aquele que modifica e gera movimento. Mas, peço ao universo que me ensine a buscar a paz em mim mesma, paz que fomenta a esperança perdida neste ano ruim.
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Que seja bom esse tal de 2012!! Que nossos olhos sejam como os de Vicent Van Gogh: enxerguem as cores mais vivas, ainda em meio à escuridão. Que a doçura prevaleça, que a vitória se concretize, que o amor amadureça, que as dores sejam bem aproveitadas...Que estejamos aqui em 2013, juntos ou não.
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E seja lá qual é o seu sonho mais absurdo, querido leitor...Que ele também se realize... Com ajuda das estrelas, das energias, do "inexplicável".



FELIZ 2012!!!!!!!!!!!!!!!!!
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ESPERANÇA...
DOÇURA, CORAGEM, , MOVIMENTO!
MUITOS ERROS! MUITOS ACERTOS!
O NOVO...
AMÉM, ASSIM SEJA, SARAVÁ, SHALOM, OXALÁ.

domingo, 25 de dezembro de 2011

ORAÇÃO NATALINA À LA SOFIA


FELIZ NATAL!
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....porque o "essencial é invisível aos olhos" (Exupèry).
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Força, Coragem e Doçura para as lutas particulares e universais!
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Estes são os votos do "Sofia de Buteco" para todos os meus amigos, "amigos", família, amores, e claro....leitores.
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Que Deus nos conceda muitos anos de vida nesta Terra de Girassóis.
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Amém.

sábado, 24 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL! Ele(s) não sabe(m) o que faz(em)?

*Vela que flutua. Igor Ayres.
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I could make you happy
Make your dreams come true
Nothing that I wouldn't do
Go to the ends
Of the Earth for you
To make you feel my love
(To make you feel my love - ?)
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Independente das controvérsias, é Natal. Finalmente, 2011 deixa-nos suas dores e alegrias e se esvai na memória coletiva, a começar por essa data mítica, que, apesar dos gostares e desgostares, "amares" e "odiares", perpetua a mais de dois mil anos (?).
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Mitra, Horus, Buda e Krishna. A História do primeiro precede a de Jesus em quase 600 anos; Mitra era o Deus Sol da Pérsia e, seu nascimento também era comemorado no dia 25 de dezembro....A mesma data cuja Igreja se apropriou para que se desse maior adesão ao Catolicismo por parte dos pagãos. Mitra teve doze discípulos, realizava milagres, fora enterrado numa tumba que, ressuscitando ao terceiro dia, passou a ser celebrado como o "Caminho, a Verdade e a Luz, o Redentor, o Salvador, o Messias". Horus, egípcio, tem sua história a datar dois mil anos anteriores a de Cristo. Nasceu de uma virgem, foi batizado e caminhou sobre as águas... Foi crucificado e também ressuscitou. Khrisnna ascendeu ao paraíso, operou mortos, mãe virgem, pai carpinteiro. Buda fez milagres, nasceu de uma virgem, foi crucificado, desceu três dias ao inferno antes de ressuscitar.... E assim as Histórias se mesclam, realizam-se, mitificam-se
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A dúvida também é sinal de Fé:
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"Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem" (LC, 23,24).
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Atualmente, já não me considero Católica; porém, Cristã. Como já disse, em posts anteriores, a Igreja Católica me interessa como objeto de estudo Histórico/Literário, e por isso que, mesmo à distância, mantenho respeito para com ela e também para com o Espiritismo, o Umbandismo, o Candomblé, o Judaísmo e outras crenças apócrifas - tantas que mal nos damos conta. Mas, o que ainda me move a adentrar por uma Igreja vazia, quanto mais pobre mais bela, é um sentimento particular e universal: A Esperança.
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Não lembro quando ouvi pela primeira vez o nome de Deus; tampouco quando me dei conta de que havia um tal menino Jesus no presépio de nossa casa: certamente o fora com minha mãe que, católica-alternativa (mesmo que não se dê conta), preserva essas tradições: árvores, presépios, missas, luzinhas (as preferidas de meu pai), orações. Entretanto, há alguma coisa superior que, embora me faça odiar e duvidar do Natal, leva-me a escrever cartõezinhos e tentar contato com as pessoas que mais amo, como se Natal fosse nada mais que o dia de uma declaração de amor mais profunda; fazer o outro sentir o meu amor, encarnadamente.
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A mesma avó "má" quem me noticiou o fato da inexistência do Papai Noel fora a mesma que um dia, em uma roçazinha apócrifa das Minas Gerais, deixara-me um presente escondido por de trás da porta do quarto onde dormia, para que pudesse recebê-lo assim que acordasse e adivinhasse estar posto alí tal qual mágica. Era um quebra-cabeça; mas, por ter vindo dela, em tais circunstâncias, digamos....Uma surpresa, fora-me o melhor presente de Natal de toda uma vida.
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Há muitos anos, reuníamo-nos todos sob o teto desta avó, Dona Maria - a avó materna, e enquanto os adultos bebiam, cantavam, assavam carnes, nós, as crianças, brincávamos como se o dia não possuísse fim. Cleiton e eu ficávamos à janela, aquela do quarto que mais se assemelhava a um santuário (santos por todos os lados), esperando à chegada de nossos primos que víamos com menos frequência. E a vida seguiu assim durante dez anos...Antes de que todos os tios brigassem entre eles. Alguns nunca mais se falaram; outros, romperam contato com minha avó (mesmo ante a morte dela). Já os primos, estes seguiram seus caminhos: alguns em Universidades, outros com seus próprios empreendimentos; alguns fugidos de casa....Outros, infelizmente, já mortos.
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Mas havia uma espécie de relicário sob o qual me debruçava. Anualmente. Um relicário de vovó onde ficava a Virgem do Cristo ( não a de Mitra, Horus, Buda e Krishnna). Passava horas a observá-lo, como se houvesse um feitiço alí, um encantamento. Enfeitada com luzinhas, fazia-se linda a Virgem, que sem o relicário seria apenas mais uma. Essa relíquia ainda existe na casa de uma tia - a que me ensinou a ser criança, jogar peteca, futebol, cartas; também a usar batom e maquiagem, a ser mimada e amada. Havia também um carneirinho do presépio de vovó, o que ela deu a Cleiton pelo tamanho da adoração do menino para com o animalzinho, na época. Hoje, tal carneirinho não está em presépio algum, está comigo dentro de uma caixinha de Dona Maria, a única lembrança física que me permiti roubar de seu arsenal post mortem.
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Além disso, hoje faz exatos nove anos em que vi o rapaz "por quem estava apaixonada" aos dezesseis, sendo então a nossa despedida, mas não podíamos, naquele dia lindo de sol, imaginar. Deu-me um abraço tão apertado, abraço que apenas hoje me faz sentido, já na memória. Quatro meses depois, Rodolfo faleceu aos vinte e seis anos.
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Sou Cristã porque acredito que ele seja o filho de Deus. Mas, da mesma forma que mim e ti também somos. Sou Cristã porque vejo nesse homem um revolucionário, aquele que deu de beber à Samaritana, desafiou a hierarquia de seu tempo, fez da água-vinho, ou seja: Fez das misérias daqueles Judeus a alegria de uma Vida Nova, Vida de Esperança. Vinho é uma metáfora para Alegria, Vida Nova para os Judeus. Portanto, não tenho mais paciência para missas, rezo todos os dias, mas ainda há um laço que me une ao inexplicável. E se tu, leitor ateu, advertir-me: "Mas Jesus não é 'filho de Deus'", ou "Deus não existe"....Eu responderia "E daí?" Talvez até saiba disso, mas opto pela Esperança, a que é um mistério de fé (ou da lei da atração, como nos é dito na pós modernidade).
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Esse prelúdio é para chegar aqui: Odeio Natal. Não só pelo "capitalismo" da data, mas sim, pelo fato de que poucos, em todo o mundo, terão o privilégio de gozar dessa globalização e banalização do Mito. Caso todos os homens e mulheres pudessem passar seus Natais gastando rios de dinheiro em países estrangeiros, duvido de que tal feito desagradaria o "Nosso Senhor Deus". Porém, havendo uma ovelha, havendo um de nós que não pudesse fazê-lo...Perde-se o sentido.
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Não basta ir muito longe, leitor. Todos nós conhecemos um idoso tido como "desvairado", o qual passará sua noite de Natal na sarjeta de uma dessas esquinas frias; sozinho e faminto. Há tantos adolescentes e jovens que ainda serão mortos no dia de hoje, enquanto comemoramos nossas ceias, em nossas casas repletas de luz. Jovens mortos não só pela droga (talvez, esse seja o mal menor...), mortos por policiais, mortos por nunca terem tido uma EDUCAÇÃO digna, DIREITOS GARANTIDOS, mortos porque a política de desarmamento é só mais uma falácia neste país. Jovens de dezesseis, vinte e seis anos, hoje terão o seu último suspirar. Há também as crianças que vagam pelas ruas a fim de ter o que comer: marginalizadas, abusadas, sozinhas, sem pai, mãe, tias, avós ou um cachorrinho (além dos de rua, que também merecem, em segundo plano, um lar). Há as mães que sofrem por verem seus filhos à beira da morte em hospitais; as mães que sofrem por terem perdido seus filhos; as mães REAIS, que NÃO são VIRGENS, mas sofrem pelo destino de seus filhos. Os hospitais sem leitos....As escolas sem vagas....Certos (alguns) representantes do governo sem alma. E esse é o principal ponto que me faz odiar o Natal: o de saber que é apenas uma data. Se Jesus nasceu, existiu de fato, poderia tê-lo feito no dia 10 de novembro, por quê não? Contudo, as grandes lojas ou pequenos comércios vendem mais, massas consomem mais, preparamo-nos para as Copas, Olimpíadas, Diabos...E ainda nossos hospitais não têm leito, nossas escolas não têm vagas.....
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...e nossas mães REAIS QUE NÃO SÃO VIRGENS sofrem pelo destino do mundo. Pelo destindo dos filhos "pecadores" (que também merecem segundas chances, segundos Natais).
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É preciso concretude e gratuidade nos gestos diários (Afinal, ninguém sabe ao certo o dia em que Cristo nasceu).
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De qualquer forma, presenteio às crianças, escrevo cartõezinhos aos amigos mais próximos, também às vezes aos que moram longe; mas, neste ano, fui detida pelo desencanto e pela preguiça. Saudade das minhas avós, primos, irmão, multidões de rostos que se foram e me trazem imensa dor.
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Mas escrevi... E tentei mandar mensagens, as que talvez não serão respondidas.
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Meu Deus, ou seja lá quem receberá esta oração:
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- Neste Natal, Neste 2012, não quero PAZ. Quero o caos dos subversivos; o caos que faz as coisas inimagináveis se moverem, modificarem-se, transformarem-se. Agradeço, ao mesmo tempo, por aqueles que ainda estão: pais, amigos,irmãos, amores; e também por aqueles que hão de fazer a diferença, com o chegar do meio dia.
Amém.
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"Homens, perdoai-lhe, porque ele não sabe o que fez". (ESJC. SARAMAGO, 2008,p.444).
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Acenda uma vela...
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Feliz Natal!

Merry Christmas!
¡Feliz Navidad!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

OS TRÊS PRIMOS VIRGENS....

*Amizade. Ana Catarina Neves.

A Leandro e Patrícia,
com amor...
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"Amizade só é real quando compartilhada"
(Dom Hélder Câmara - ACHO)

"Amizade é um amor que nunca morre"
(Tradição popular)
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Certo dia, ao atravessar uma das ruas de Viçosa, quase fomos atropelados por um carro desenfreado, mas que, por outro lado, acabara de nos servir como instrumento epifânico:
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- Não podemos morrer atropelados - disse um de nós - pois ainda somos virgens. Desde então, nasceu a trindade profana "Os três primos virgens do Gama".
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Quando mudei-me para Viçosa, não tinha ninguém a quem chamar de amigo. No primeiro dia de aula de um cursinho tal, sentei-me ao lado de uma menina-chata-faladeira-fofoqueira-e-tudo-de-ruim. Entra neste momento, sem razoáveis explicações, o que ainda chamo de "complexas coincidências que nos ocorrem", ou destino, ou Deus. Em menos de dez minutos, vim a descobrir que aquela garota se tratava de uma prima de segundo ou terceiro grau, cuja lembrança me remetia a um casamento acontecido no interior de Minas, onde ela, a tal menina-faladeira, usara umas botas muito estranhas para mim, até então paulistana e habituada às rasteirinhas e chinelinhos "remendadíssimos". Patrícia foi a minha primeira amiga neste lugar.
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Uma semana depois, eis que nos surge outro primo - meu primo de segundo grau; nunca havíamos nos falado, aliás, uma vez tentei uma investida quando visitei a casa de uma tia onde Leandro estava hospedado; porém, por timidez ou presunção (ainda não o conhecia tão bem para diferenciá-las), o rapaz mal falou comigo, restrigindo-se a um "Quero prestar vestibular para Educação Física". Isto se deu no meu terrível aniversário de dezenove anos. No mesmo dia.
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Nossa história começa em 2005.
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Ainda muito antes, muitos inimagináveis anos antes, meu "irmão" quem faleceu apontou-me ao longe para este rapaz, Leandro, ironizando (seu humor era tão ácido quanto o meu): "Vê aquele rapaz? É o nosso primo Leandro...sua irmã chama-se Leandra (a mulher mais bonita do mundo, de acordo com o universo de meu "irmão") e, o caçula deles, Leonardo...Ai! Que falta de criatividade a de seus pais!".
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Cerca de dez anos depois, reencontrei Leandro e, quatro anos depois da tal festa de casamento a que me referi, reencontrei Patrícia. Os três sob o mesmo teto, a fim de prestar o tal do Vestibular: Veterinária ou Educação Infantil; Biologia; Letras ou História (creio ser possível "adivinhar" as escolhas de cada um).
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Naquele ano, 2005, nossa amizade nasceu. Minha prima morava em república, meu primo sozinho; eu, ainda com meus pais. Porém, todos os dias nos eram de embriaguez, festa, alegria sem razão, aventuras, comédias, tragédias, ciúmes - tudo aquilo o que faz valer e fortificar uma amizade. Lembro-me que visitava minha prima diariamente. Eu era a "agregada" da república; quanto a meu primo, ainda hoje meu melhor amigo, encontrávamo-nos sempre, ora em sua casa, ora em minha casa, ora na sarjeta de qualquer esquina desta cidade.
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Minha mãe, nunca afeiçoada a visitas constantes e amigos "folgadinhos", tão prontamente os adotou como se ambos fossem-lhes filhos. E o amor assim quadriplicava-se cada vez mais, já que até meu pai, igualmente, adorava-os.
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Passamos por tantas coisas juntos....O meu ficante bicho grilo do Leão; as idas e vindas de Patrícia com seus "amores"; as descobertas e o jeito de Leandro - que já não me era pretensioso, mas sim tímido, das "timidezes" mais puras e bonitas que meus olhos já viram... (aliás, a que coube a mim, no quesito psique, subverter; e, a Paty, no quesito bom gosto para roupas e perfumes desenvolver. O resultado? Que homem gatíssimo ele se tornou!). Nossos primeiros porres homéricos, nossas primeiras brigas, nossas primeiras "viagens" sem deslocamento necessário...Muitas Histórias e estórias.
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Leão de segunda a segunda; bebedeira na casa da prima; macarronada com salsicha na casa do primo; por fim, novos amigos chegaram até nós (Marli, Lupita, Angélica, Rosária, "Leitão", Anderson, etc, etc...).
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Nunca fui tão feliz em Viçosa.
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O problema foi que não passamos juntos no Vestibular. Por conta disso, não quis o "churrasco de papai". Ingressei no curso de Letras em 2006; mas, Leandro e Patrícia houveram de esperar meses a mais...Leandro passou em Administração em Ubá; e, Patrícia, em Veterinária, um semestre depois de mim.
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Com passar do tempo separamo-nos, criando novas amizades, novos amores, antigos desamores; viagens, paisagens, maniazinhas, temperamentos diferentes: Novidades.
Transformamo-nos expressivamente: mas, a sintonia, a TAL DA SINTONIA nunca se perdeu.
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Patrícia, aquela menina cujo parafuso lhe faltava, transformou-se em uma mulher responsável, Guerreira, forte, pés no chão! Aprendeu a "engolir o choro"....É hoje uma das pessoas, senão a pessoa a que mais admiro em minha vida.
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Leandro,"o cão covarde", converteu-se num homem belíssimo (não por ser meu primo), inteligente e acima de tudo, Corajoso. Deixou tudo o que lhe era segurança para vir atrás de um sonho...(Lá embaixo, veremos se conseguiu o tal sonho ou não).
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Eu continuo Eu. Não posso falar de mim, assim, sem "eu lírico". Mas, há algo que mudou; ou, que está em processo de mudança. Só o futuro há de me dizer. Entretanto, de antemão, uma mudançazinha: Sofro,ainda, mas já não consigo chorar. Ou só o faço quando transborda, a dor, ao insuportável.
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Passamos em nossas graduações; mas, ainda nos faltava algo: Leandro se desencantou pela Administração e pensou, repensou "Volto ou não para Viçosa??? Tento ou não Biologia - o meu sonho?" Paty, a mais convicta e focada em seu curso, teve muitas dificuldades para a conclusão da Veterinária - as que quase a levaram à desistência. Eu, bom.....Entrei no curso de Letras para aprender a escrever melhor. Queria ser escritora. Com o tempo, veio o amor pela Educação e, com um "cadico" de tempo a mais, amor pelas relações entre Literatura-História- Religião. Embora todos nós estivéssemos estudando, ora empregados, ora não, algo nos faltava...Algo com sabor de chocolate-morango-e-limão.
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Antes de sermos quase atropelados "metaforicamente ou não" virgens, tínhamos o costume de ir a uma sorveteria na praça central desta cidade, onde a tríade pedia seus sorvetes preferidos: chocolate-morango-e-limão.
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A vida nos sugou o desejo de sorvete.
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As cachaçadas e brigas (principalmente entre mim e Patrícia) continuavam. Mas falatava-nos o tal do desejo....Desejo de uma vida que nos valesse a pena.
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- Cuidado!!!!!!!!!!!!!!! Não podemos ser atropelados!!!!!!
- Já pensou?? Sermos atropelados ainda virgens???
- Já sei: Os três primos virgens do GAMA!!!
- (risos).
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Hoje, recebi duas notícias: Patrícia graduou-se, enfim, em Veterinária. Há de trabalhar por gosto com "grandes" (detesta pequenos). Bonita e sensual como é, caso seu namorado não lhe dê o valor merecido, homens é que não hão de lhe faltar.
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A segunda notícia é a de que Leandro passou em vagas ociosas para Biologia, realizando seu sonho: Segundo lugar! Obrigatoriamente, deixará a música (ele é músico, pianista e cantor lírico)....Mas, um sonho maior nos consola as perdas tão igualmente dolorosas.
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Eu, também em segundo lugar (assim como Leandro), passei no Mestrado em Estudos Literários. Mal posso esperar por essa nova vida, a que já se inicia em janeiro...dia 15, quando farei minha primeira viagem para o exterior, caso tudo dê certo (Saravá!). Vou sozinha para a Argentina (minha paixão): Estudar espanhol e "encontrar algum porteño perdido". E o resto...É uma estrada que só a Deus e às estrelas sabem como nos guiar.
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Seja lá o que for amor, temática constante destes meses de novembro e dezembro, creio que é exatamente isso: perder-se e recuperar-se como se nunca houvéssemos nos separado. Quero me "casar" com um homem que seja, sobretudo, meu amigo (...A Amizade é o amor que nunca morre); e, assim como Patrícia e Leandro, possa compreender a minha necessidade de só arrumar a cama após o almoço, a de escrever bobagens em Blog´s, a de ser extremamente "mão de vaca", a de fumar enquanto escrevo...Entre outras pequenas peculiaridades.
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Um brinde à felicidade!
Isto é, aos momentos de felicidade!.
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Mas, uma coisa é certa: o encontro de nós três é sim parte do inexplicável....Não há respostas para tamanha coincidência; e, enveredar agora em busca destas explicações seria o mesmo que menosprezar o gosto do chocolate-morango-e-limão que ainda permanece na alma, quase sete anos depois.
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Ás vezes, só a doçura já nos é suficiente.

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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Já vai tarde 2011! (Parte I)





Comemoração Mestrado I (19-11-2011)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

L'AMOUR, C'EST QUOI ?

* Obra de Van Gogh. Não sei o nome. O leitor que o souber há de ganhar um sorrisinho amarelo meu.

Ao som de In the Mood for Love
e Bristo Fada.
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Seja lá o que venha a ser Amor, esta "raposa", Certamente, ele não nasceu no Livro Sagrado do Gênesis:
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"No princípio, Deus criou os céus e a terra. A terra estava informe e vazia; as trevas cobriram o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas. [...]Deus criou o homem a sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher. Deus os abençoou: "Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a...."
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Saramago tentou, sagazmente, reconstruir o que poderia ter sido: É provável que um homem como Saramago compreendesse que, seja lá por qual motivo óbvio, Amor não é sinônimo de procriação, ainda mais para os desajeitados e virgens Adão e Eva, primeiras infelizes-cobaias-do - Deus -do-amor. Intuiu, Saramago, que a gênese do Amor é outra: A "Língua"! Isto é, a Linguagem. Logo, tal homem, conhecedor de tantas e tantas línguas além do nosso Português, acrescentou ao texto divino um colorido à la vermelho-humano, atribuindo aos pobres fantasmas, Eva e Adão, um pouco de Bacanal:
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"Quando o senhor, também conhecido como deus, se apercebeu de que a adão e eva, perfeitos em tudo o que apresebtavam à vista, não lhes saíam só uma palavra da boca, nem emitiam ao menos um simples som primário, teve de ficar irritado consigo mesmo [...] sem meias-medidas, enfiou-lhes a língua pela garganta abaixo."
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L'AMOUR, C'EST QUOI ?
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Certo foi que, após o surgimento da "Língua" ("Língua e Parole!!"), as relações amorosas entre o casal mítico tornaram-se, digamos....mais deleitosas: "Deu-se o senhor por satisfeito despediu-se com um paternal Até logo, e foi à sua vida. Então, pela primeira vez, adão disse para eva, Vamos para a cama."
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Assim nasceu o sexo-livre, uma das manifestações do Amor, irritando Nosso Senhor Deus; porém, satisfazendo seus contemporâneos, também deuses , Afrodite, Eros e Dionísios. Mas, caro leitor...
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L'AMOUR, C'EST QUOI ?
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Adão e Eva não tiveram o prazer do encontro, da conquista, da amizade, do encantamento, da paixão, da ternura, da doação, da perda, do Amor. Um dia, quando abriram os olhos, já estavam perdidos pelo Éden à fora, a procriar como coelhinhos. Infelizes ou não, o que pouco sabemos desse casal-cobaia não nos interessa de fato. Isto é apenas para concluir que: Não há amor sem que haja escolha. E não há escolha sem que haja linguagem. E não há linguagem sem que haja vida. E não há vida sem que haja sexo. Até aqui, nenhuma novidade.
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Segundo (COMPAGNON, 2006,p.36): "Seríamos capazes de paixão se nunca tivéssemos lido uma história de amor, se nunca houvessem contado uma única história de amor?".
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Não faço idéia, mas acredito que sim. Embora Adão não tenha amado Eva, é possível que ele tenha amado Lilith e, até onde sei, antes do Gênseis não havia outra estória de amor no Ocidente. Aprofundando o devaneio e as digressões, o que fez o Homem Paleolítico, o Índio da tribo Khaô, o Negro no seu contexto africano - pré colonial, contarem oralmente suas estórias de Amor? Muitas delas que, ecoando por ventos e tempos, ainda nos encantam tanto ...ora como lenda...ora como cantiga de ninar. Sendo o sexo já nos imposto pelos deuses, o Amor, de alguma forma curiosa, expressa-se também sob forma de Linguagem; mas, não necessáriamente há uma Linguagem que o defina; ou ainda, que tenha nascido "antes" do Amor. Deu-se tudo junto, misteriosamente, ou não existiria Literatura.
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L'AMOUR, C'EST QUOI ?
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Tal reflexão de Antoine Compagnon fez-me pensar que, independente de sermos ou não capazes de amar sem nunca ter ouvido uma estória de amor, acredito, com meus botões desparafusados, que aprendemos a amar - cada qual a sua maneira - de acordo com as primeiras estórias de Amor que nos ficam guardadas no inconsciente. Desde então, tentei a todo custo dar-me conta quais foram minhas primeiras estórias....Tudo isso, a fim de compreender o porquê sou uma mulher tão zicad... ops, desajustada no quesito L'amour. Dei-me conta de serem duas estas estórias, ambas ouvidas, com muita atenção e repetição, por volta dos meus seis anos de tenra idade : A Bela e a Fera e A Princesa e a Ervilha. Vamos por partes:
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L'AMOUR, C'EST QUOI ?
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Bela é uma mocinha de ...sei lá...19 anos que até então nunca saíra de casa. Tida como a "estranha" de sua "tribo" adolescente, descobre que seu pai houvera sido raptado por uma Besta-Fera, o qual vivia em um castelo encantado. Cristã - sim, ela devia ser Cristã! - Bela oferece-se à Fera, a fim de que ele libertasse o querido pai da moça, o único homem por quem ela era, até então, apaixonada. Dá-se a troca. Após muitas peripécias, Bela percebe que, ainda horrendo, ainda bruto, ainda grotesco, havia uma docilidade na Fera que a encantava. Do lado de lá, O Fera, já à mercê do Eros, fascinava-se a cada dia com Bela: por seus gostos exóticos para uma moça daquela idade. Deu-lhe uma "infinita" biblioteca de presente, no seu aniversário de 20 anos (imagino). Aos poucos, ambos se apaixonaram, mas só o compreenderam quando o "acaso" interviu. Liderados por uma espécie de Pitt-Bull-Boy, ou ainda, ex participante, viciado em bomba, do BBB - também apaixonado por Bela - os moradores do vilarejo decidiram caçar a Fera e matá-lo. Eis que o Amor acontece. Prestes a se perderem, Bela lhe lasca um baita de um beijo (um beijo meio Sandy antes da Devassa e da tal fala sobre "é possível ter prazer anal", mas tudo bem) e a Fera, antes horrenda, torna-se um encantador príncipe de longos cabelos aloirados. Metaforicamente, ele nunca deixou de ser Fera, tampouco Príncipe : ambos estavam ali o tempo todo; mas, foi o Amor quem os revelou diante dos olhos de Bela.
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A segunda estória é a de que mais gosto e, por conta disto, nunca a esqueci. Assisti-a naquela série da TV Cultura "Contos de Fada", na que era viciadíssima ( e ainda seria, caso fosse retransmitida atualmente).
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Bem. Havia um príncipe imaturo, "bipolar", educado à barra da saia da Rainha-Mãe, uma tirana opressora (perdão pelo paradoxo), cuja relação com o Rei-Pai também não era das melhores. Essa mulher ofuscava o brilho do Rei, e, dessa forma, mimava seu filhinho....Quem tornou-se, com passar do tempo, um rapaz rico (óbvio), cobiçadíssimo, "extremamente charmoso" (pelo menos na versão em que assisti, com Layza Minelli e Tom Conti), porém, infeliz e sem explicações. O "bobo da corte", que de bobo só tinha a cara e o salário que devia receber por aquele papel (na narrativa), sugeriu ao jovem que encontrasse uma boa esposa. Ou seja: O tal do?? AMOR! Que ele se empenhasse nesta busca, um amor.
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Foram convocadas todas as princesas das proximidades, mas nenhuma o interessava verdadeiramente. Sua mãe, porém, apaixonou-se por uma princesa mais decorosa, da alta hierarquia dos pampas; mas, ainda assim, nosso jovem príncipe não sentia-se suficientemente cativado.
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Durante uma tempestade, eis que chega nossa gatíssima (sou fã da mulher) Layza Minelli, isto é, uma mulher aparentemente "ordinária", pedindo abrigo em função do tempo chuvoso. Com receio do que poderia pensar sua mãe (não esqueçam-se leitores: A RAINHA), o jovem, com ajuda do "bobo", acolhe a moça no pior aposento do castelo. Conversa vai, conversa vem, Layza apresenta-se como princesa de um reino distante. Mas, não seria inacreditável? Uma princesa sem pompas, sem jóias, sem uma carruagem que lhe pudesse cercar da chuva...Não! não era uma princesa!
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O fato é (tentando resumir): Mesmo o príncipe sendo um desnorteado, talvez pela falta de habilidade pra com a vida prática, a "princesa Minelli" se apaixonou pelo rapaz: ao notar, naquele destrambelhado, qualidades como a lealdade, o bom coração, essas coisas de Contos de Fada e TV CULTURA. Do outo lado, o rapaz-príncipe também se apaixonou por Minelli, apesar do jeito exótico dela se apresentar: seu bom humor, ironia e sobretudo companheirismo fizeram-lhe germinar, no âmago do seu coraçãozito-labirintoso, a raposinha do Amor. Mas , seria ela uma princesa?
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Nosso príncipe era um covade. Total covarde. Mas, em um "susto" de firmeza, contou à mãe que estava apaixonado por aquela mulher, independente de plebéia ou princesa - que fosse! Então, a Rainha capitalista do século XVI, acredito, ao acomodar a moça em um outro aposento, faz-lhe debruçar-se por cima de centenas de colchões, sendo que por de baixo de um deles, o último, havia uma ervilha. Só uma verdadeira princesa sentiria, com sua doçura ou sensibilisade, o mal estar provocado pela ervilha.
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No dia seguinte, a princesa queixou-se de haver dormido muitíssimo "mal": "Como se houvesse me deitado por cima de uma ervilha". Daqui para frente, podemos intuir, caro leitor, o desfecho da estória: "....E assim foram felizes para sempre".
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Ainda assim, L'AMOUR, C'EST QUOI ?
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Estas são as minhas estórias. Revendo-as, reiventando-as, parafraseando-as, percebo muito do meu "eu" atual naquele de ontem; portanto, creio que minha teoria tenha lá certa lógica.
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Embora não exista, infelizmente, o tal "Assim viveram felizes para sempre", as estórias que lemos nos auxiliam a entender, isto é, a compreender melhor nossas relações amorosas e, dessa forma, a cultivar mais carinho mútuo em tempos de "menor paixão". Portanto, o sexo nasce depois da Linguagem (a que não se restringe à oralidade); o amor, junto da Linguagem; mas, sejá lá o que for realmente AMOR, ele só é realizado no ato de Linguagem, ou seja, no ato de escolha. Como um ato de fé: Concretude.
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Caso Adão, Eva e Lilith - que não eram franceses - houvessem lido Nelson Rodrigues, antes do pecado original, talvez o universo do Amor teria se tornado menos misterioso para o nosso século XXI.
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Mas...Em uma estória cuja mulher se divorcia do marido por não poder estar "por cima" do corpo do tal (durante a relação sexual); e, depois retorna secretamente, após séculos A.C., à "casa" do ex marido e de sua nova esposa, a fim de tentar assassinar os filhos que o ex tivera com sua outra mulher - esta que não apenas nasceu da costela daquele homem, como também foi sua única irmã sanguinea....De modo que a partir de tal incesto, procriaram filhos suficientes para dar vida à humanidade....E melhor: sendo um destes filhos, futuro assassino do próprio irmão, ainda que um irmão muito amado! Pergunta: Será Nelson Rodrigues Deus? E como há quem diga que Deus é Amor...será Nelson Rodrigues...O VERDADEIRO AMOR?
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L'AMOUR, C'EST QUOI ?
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PRINCIPAIS REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
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SARAMAGO/CAIM/2009
BÍBLIA AVE MARIA - 64a EDIÇÃO
COMPAGNON, Antoine. A Literatura. IN: O Demônio da Teoria: Literatura e Senso Comum. Belo Horizonte, Editora UFMG, 2003.
Clássico dos Clássicos - TV CULTURA....
A Bela e a Fera, Walt Disney
A falta do que fazer....

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Daruma, a Miss e o Mestrado: PASSEI!

*Arquivo pessoal.
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"Nas grandes crises, o coração parte-se ou endurece."
(Honoré de Balzac)
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"No me hubieras dejado esa noche
porque esa misma noche encontré un amor"
(CAFE TACVBA - ESA NOCHE).

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Não sei por onde começar este texto. Ainda hoje, escrevi uma "crônica" que tanto me sugou, tanto me fez refletir e imaginar como se daria o meu 2012. Pois bem, eis o que tanto esperava, o que tanto sonhei, primeiro passo para a realização do meu PROJETO DE VIDA: Passei no Programa de Mestrado da Universidade Federal de Viçosa!!!!!!!! Área de concentração? ESTUDOS LITERÁRIOS! SIM...ESTUDOS LITERÁRIOS!

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O que dizer diante de tamanha felicidade???? Livremos-nos, por hora, do nosso instintivo decoro:
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PORRRAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
PASSEIIIIIIIIII, C*R*LH*****************************************************!!!!!!!!!!!!!!

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Sim! Consegui. Não só devido ao meu esforço, mas principalmente em função de tantos professores com quem me identifiquei ao longo da graduação; graças à Pastoral da Juventude como um todo, a um certo ex namorado quem já me falava em "Mestrado", quando eu mal supunha o que vinha a ser isso. Graças aos meus amigos, graças aos meus educandos, graças aos meus pais, Raimundo JOSÉ e MARIA Francisca - por suportarem o meu stress e excetrincidades diárias.
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Não vou pormenarizar o "sobrenatural", mas também agradeço à força divina-universal, aqueles que, ainda existindo em mim, deram-me a energia necessária para não só confiar (ainda que desconfiando) em minha intuição, mas também para fazer as escolhas "certas" em tempo ainda hábil. Obrigada a Deus, ao inexplicável, ao meu querido DARUMA - que pôde hoje, pela primeira vez, enxergar a vida com um pleno olhar.
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Obrigada a Dr. Caramujo, quem segurou a minha "onda" em tempos de caos; sobretudo, obrigada aos amigos que conseguiram "carnavalizar" meus momentos de desassossego, iludindo-me com a erva amarga da esperança - a que hoje inicia a sua frutificação.
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Igualmente a essas pessoas e circunstâncias, obrigada ao "Amor" que foi construído: independente da expressão que hoje ele toma/tomou, seja em função das circunstâncias, distâncias, limitações ou mentirinhas-mal-contadas, foi motivo de doçura durante muito tempo...e sem doçura, não há conquista que tenha sentido, que valha a pena. Dispensa nomes, não é?
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Parabenizo, com a mesma intensidade, meus futuros colegas mestrandos e aqueles à lista de espera. Não é um processo seletivo que invalida a capacidade literária/cognitiva de sujeito algum....Há momentos em que a sorte acontece, sem demasiadas explicações.
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Aqueles que não passaram: força! Aqueles que passaram: força.
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Em especial...um agradecimento a Cleiton, Rodolfo, Morena, Julya Victor - jovens cheios de sonhos, tanto quanto nós. À tia Ruth, minhas avós - onde quer que estejam. Ao nosso calourinho Ronaldo, hoje poetizando do lado de lá. Enfim, obrigada aos que ficaram e aos que se foram.
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Obrigada aos amigos de São Paulo, mesmo os mais chatos, por me motivarem através da saudade. Um especial agradecimento a Daniela, Davi, Estela, Cinthya e a Rafael Ruas, meu atual confidente. Também a Bruno e Angélica, embora estejamos de "mal" (rs); À "Tia" Isaura e Joãozinho...sempre....Também a Larissa, Natália, Luana, Paulette/Paulinho (ora,pois!), Carlinhos, Wilson, Willlian, Alexandre, Seu Francisco, Cláudia, Dona Silvania e família, Dona Eva e família, Davi, Cintia, Antônia e família, Daniele, Dira e família, Richard e família, Célia Capuzzo e família, Fábio Camões e Priscila, e tantos outros que ainda permanecem (Dynki, Cingapura)...Cinthya: minha irmã!
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Em especial, ao Colégio União Brasileira, responsável pelo despertar das minhas segundas letras. A todos os amigos daquele tempo, professores, etc, etc. Ao Studio de Dança Marcia Pee e aos amigos que lá deixei. Ao Pássaro Azul, pela iniciação nas artes. Aos professores Geraldinho, Geraldão, Márcia, Ivan; Carla Granitto, Márcia Pee; às "tias" Ruth, Ozana, Filó, Terezinha; às "tias" Salete, Ana, Adriana, etc, etc, etc....
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Sei que tudo isto está mais para discurso de Miss Universo; porém, a felicidade imediata anestesia a inteligência, vez ou outra.
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Sobretudo, obrigada a Adriana (da Pós Graduação) por tantos galhos quebrados.
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E em especial: Rebeca, João, Sílvia, Raquel (Grampola), Andréia-Shakira, Daiane, Iara, Régis, Nathália Lima, Mari (Portugal), Valentina, Mariana Regina, Bruno Tardin, Bruno (meu confessionário nos dias de mau humor), Bruno Policarpo (gosto muito de você!), Thaynã, Aline-RUIVA, Taiã, Larissa, Raoni, Athila, Rafael, Isabela, Robson, Lívia, Dayanneeeee, Lupita, Daniene, Ailly, prima-Fer, Gislene, Akila, Denize (pela força), Fernanda Magela (embora não precise entender o agradecimento), Clara, Paulinho, Fernanda PJ, Fernandinha PJ, Kamillinha e Fadel, Mara, Kamila SM, Roni PJ, Rose PJ, Diego PJ, Dani e Katia PJ, Daniel PJ, Bruna PJ, Milene, Amanda G., Rodolpho, Elimar, Vinícius Zorzal, Taiane PJ, Murilo PJ, primo Joséllio, Mayara, Julia, Glenda, Mailson, Marconi, Lucas, Iolanda, Mateus....Bruninha, Mateuzinho...Heberton, Andressa, Wendel...Priscila, Cecília...Novamente: Fer!! Regi, Vevé, Henrique e Alessandra; Tia Eva, Leandra...Lucas PJ, Albert, Alex, Anderson, Cristiano, Gláucia, Cléo Mota, Maicon, João.... Leonardo (amigo dos Butecos), Mirele PJ, Graça Andreatta PJ, Rodrigão PJ, Élida PJ, PRISKA!!!!!!!!!!!!!!!!!Mariana PJ, Vinicius PJ, Lucilene PJ,Bárbara PJ, Raissa (ex cunhada) e família, Michele OP (e à memória de sua mãe), Dani PJ, Camila PJ, Larissa PJ, Jéssica PJ, David PJ, Wanderson PJ,Wallace PJ, Warlei PJ, Álvaro PJ, Hermano PJ, Alexandra e Reinaldo PJ, Fabrícia PJ, Ariel PJ, Jhon e Paola (Colômbia), Paty-Vinícius PJ, Vivi e Geraldo...Natâmia, Dani , Anjinha e família... Prof. Roberta, Meninos de OP, Lúcia-sumida-PJ, Fábio PJ, Pe. Paixão (PJ), Yasmin (PJ), Leo(PJ), Rita PIO (PJ), Tia Rita (PJ), Marco Túlio!!!!!!!!!Douglas e Tati PJ, Eduardo Natali (PJ), Barbicha (PJ), Marcelo Guaraciaba e Tereza (PJ), Carlinha (PJ), Ênio, Eliana e Sílvio, Elenice PJ, Silene PJ, Sirlei (Cursinho Sta RIta), Déboras (a chata e a legal), ..Livraria Nobel (rs), Rose (DLA), Eliana (DLA), Nilson (DLA), Jack (prefeita de Viçosa), Vivian (pela empatia), primas Heloísa, Eliana, Jereth; Sofia e Stefano (Itália), Daiane Basílio, Luísa Gediel, Aline Viana, Prof. Joelma, Prof. Gerson, Prof. Maria Carmen, Prof. Elisa, Prof. Edson, Prof. Wânia, Prof. Adriana, Alex (Tut), Prof. Luciana Beatriz. Fe Brandão, Danny Souza, Vanessa, Graça, Elô, Joana (Gênesis), Renato, Marina e meninos de SM, Povo do Êxitus, André, calourinhas Talita e Rebeca, Aureliana, João Gabriel, Marcinha, Josie , Sirlene Brumano, Almicar e família...Rafael, Nayran e Carol (BH), bem como a todos os missionários da CMV. Enfim: aos mais "chegados" (que sabem quem o são) e também aos "menos-chegados", porém, que torceram com gratuidade. Ah! Por fim: a TODOS os novos amigos e colegas da disciplina de Literatura Comparada: em especial, Cintia, Daniel, Mariana e Rodrigo(s). A um desses Rodrigos, o meu carinho mais que especial; também ao nosso querido Siro.
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E um super agradecimento-mor à eterna trindade "Três primos virgens do GAMA": Além de mim, obviamente, Leandro (futuro biólogo) e Paty (atual e competentíssima veterinária).
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Agradeço a todas as instituições por onde passei, trabalhei...não vou citá-las, por ética...não sei...(meu medo de processos se alargou de tempos pra cá). Mas , algumas delas sim: SSVP, CMV, CASFA, Cursinho Popular/DCE, Programa de Tutoria UFV, Programa de Bolsas FAPEMIG, Escola Estadual Nossa Senhora de Fátima, Colégio COLUNI, Curso Pré Vestibular Santa Rita de Cássia e demais lugares onde trabalhei.
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Aos meus alunos particulares; a minha querida Lícia, minha primeira educanda.
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Agradeço também às leitoras assíduas deste Blog: Luana e Monika.
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E por fim: aos meus priminhos-filhos Maísa, Marcela, Miltinho (filho-filho) e Lucy. Aos outros primos e primas, que são tantos tantos...mas, imprescindíveis...irmãos.
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Aos meus tios e tias, todos, por me encherem o saco com perguntas do tipo " E aí? Não vai arrumar emprego nem casar?" Em especial, tios Francisco, Dário, Rui, Pedro, Sebastião e José Ilton; Tias Dinha, Dora, Fátima, Sirlene, Jane, Celi, Marli, Elza, Erli, Elia, Sara.
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Toda essa bobagem é pra dizer que estou feliz. Embora a felicidade não exista, e sim momentos de felicidade, é preciso compartilhá-los quando nos vêm, para fazê-los tocar a todos os vizinhos (os quais também agradeço).
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Um especial agradecimento aos Pe. Wander Torres, Hilário Dick, Lúcio, Martins, Paulo Dionê e Ricardo (hoje em Moçambique). Também a Márcia Maria e Marguerita (CMV). E, em um segundo momento, aos Pe. Siro Oportuni e Zé Mauro; a Agostina (in memorian).
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À cidade de Viçosa, que mesmo continuando a ser ODIADA por mim, possibilita-me hoje tal oportunidade, a que poderá (ou não) mudar o rumo de tantas coisas. E obviamente: à UFV.
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Para quase finalizar, um agradecimento ao homem que me conquistou para o resto de minha vida, apesar de nossa diferença substancial de idade: Obrigada Gil Vicente! (apesar dos cinco séculos que nos separam).
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Ao Snoopy, pelas mordidinhas nos pés. E assim, com latidinhos e mordidinhas, finalizo aqui o meu discurso brega-miss-universo.
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"Pela profecia o mundo ia se acabar
Pelo vagabundo deixa o mundo como está
Pelo ser humano pelo cano o mundo vai, ou não
Pelo cirandeiro o mundo inteiro vai rodar
Ciranda por ti
Ciranda por mim
Roda na ciranda que é pro não virar pro sim
Ciranda que vai, ô
Ciranda que vem
Roda na ciranda que é pro mal virar pro bem"
(Ciranda do Mundo - Maria Rita)
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OBS: Há outros tantos nomes que não citei; não por falta de amor, mas por fraca memória...26 anos, né? Aos poucos, reformularei o texto.