quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Ventana


*Ventana. Paquito Masiá.

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Certa vez, ouvi isso de uma amiga "...o bom de quase já ter morrido uma vez é o fato de não ter que esperar nada da vida: você não devia estar vivo mesmo". Ri absurdamente com a frase, até porque faço parte do grupo de pessoas que tiveram uma segunda chance.
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Viver é uma aventura. Nunca se sabe quando será o ponto final: no fundo, sabemos de tão pouco....quem serão os verdadeiros amores de nossas vidas? O que de fato nos fará felizes...o que eu quero ser quando crescer?
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Já soube.
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Abro uma das janelas desse castelo e espero pelo melhor. A infelicidade também deve ter data de partida, como um hóspede que não é bem vindo. Quando se quase perde a vida, até as desventuras tomam gosto diferente, felicidade ao avesso que não deixa de ser vital.
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"Consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade".
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Amanhã é o meu segundo aniversário, cinco anos depois....Quando é o seu?
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Bom dia!

domingo, 9 de outubro de 2011

Penúltima Estação


*Amor en el tren. Foto de Matteo Montero.

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Gosto de ver você dormir
Que nem criança com a boca aberta
O telefone chega sexta-feira
Aperto o passo por causa da garoa
Me empresta um par de meias
A gente chega na sessão das dez
Hoje eu acordo ao meio-dia
Amanhã é a sua vez

Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado
Que hoje eu quero fazer tudo por você.

Temos que consertar o despertador
E separar todas as ferramentas
Que a mudança grande chegou
Com o fogão e a geladeira e a televisão
Não precisamos dormir no chão
Até que é bom, mas a cama chegou na terça
E na quinta chegou o som

Sempre faço mil coisas ao mesmo tempo
E até que é fácil acostumar-se com meu jeito
Agora que temos nossa casa
é a chave que sempre esqueço

Vamos chamar nossos amigos
A gente faz uma feijoada
Esquece um pouco do trabalho
E fica de bate-papo
Temos a semana inteira pela frente
Você me conta como foi seu dia
E a gente diz um pro outro:
- Estou com sono, vamos dormir!

Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado
Que hoje eu quero fazer tudo por você

Quero ouvir uma canção de amor
Que fale da minha situação
De quem deixou a segurança de seu mundo
Por amor
(O mundo anda tão complicado - Legião Urbana).

O pulo do gato

*O pulo do gato. Benedito Braga.
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Em meio a greve de professores, professor baleado por aluno,etc, etc, consegui meu primeiro emprego em um colégio particular: minha missão é a de substituir uma das professoras mais queridas e adoradas pelos meninos da sexta e sétima "série", bem no último bimestre do ano, ou seja: tenso, não? Tenho aprendido muito e me dado conta de que toda a didática aprendida nas universidades, estágios e cursos, não são suficientes para preparar o sujeito-fessor para a realidade, em que a dinâmica é totalmente outra! Não quero bancar aqui a professora sofredora-suicida, mas...meu choque de realidade me veio em alta frequência e ainda não o absorvi por completo...Continuo trabalhando em um cursinho Pré-Vestibular e em meu projeto de mestrado: A ideia é de tentar aqui (Viçosa) e em uma outra Universidade. Há também o concurso para o Estado, pretendo fazê-lo se tudo der certo...
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Enquanto isso, esperamos ansiosos o pulo do gato...
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Bom dia!

domingo, 2 de outubro de 2011

Pois é....

Minha avó era uma mulher engraçada. Ria com os olhos, escondia pra si qualquer vestígio de doçura, oferecendo-nos sempre o seu melhor: um humor sarcástico e inteligente. Estava sempre pronta para uma boa alfinetada, dessas que só perdoamos por serem coisas de vó.
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Foi apaixonada pelo marido a vida toda; fora criada para o casamento: casou, deu vida aos nove filhos, enviuvou e permaneceu forte até a chegada do quarto bisneto.
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Deixou-nos esse fim de semana. Sempre acreditei que a morte, quando dos mais velhos, tem lá a sua beleza, consagração como término de um ciclo. Não deixa de ser verdade, embora a dor do "nunca mais" sempre me fale mais alto. A idéia de nunca mais rever uma pessoa, viva ou não, sempre me perturba. Se eu realmente acreditasse na vida após a morte, talvez não sentisse as coisas dessa maneira. Viver dói, fazer laços dói, amar exige mais que açúcar, também generosidade e desprendimento.
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Abriu os olhos e derrubou a última lágrima quando viu o caçula (de 45 anos) pela última vez.
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Sempre fui mais ligada a minha outra vó; Dona Apolônia Magalhães e eu nos tornamos amigas somente na minha adolescência, quando tive a sorte de descobri-la entre idas e vindas. É a versão feminina do meu pai.
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É preciso saber a hora de deixar ir, fluir...
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Triste. Que a vida nos dê o conforto necessário.
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Boa Noite!