segunda-feira, 5 de junho de 2017

ÀS BAILARINAS...

                      Bailarina, Anita Malfatti

I. 

DANÇA (MARIO QUINTANA)

"A menina dança sozinha
por um momento.

A menina dança sozinha
com o vento, com o ar, com
o sonho de olhos imensos...

A forma grácil de suas pernas
ele é que as plasma, o seu par
de ar
de vento,
o seu par fantasma...

Menina de olhos imensos,
tu, agora, paras,
mas a mão ainda erguida

segura ainda no ar
o hastil invisível
deste poema!"




II. ENVOLVE (ROCKIE)



                                            PAGU

"Evolve us
Wind us up
Like a little toys
Or a music box
With a petite little ballerina
Eternally twirling
With her arms never tiring

Evolve us

The human race whispers."


III.  POESIA DEDICATA A MARILYN MONROE 

(PIER PAOLO PASOLINI) 



                                 Marilyn Monroe 



"Del mundo antiguo
y del mundo futuro
solo queda la belleza.
Y tú, pobre hermana pequeña,
que eres la que corre detrás
de sus hermanos mayores,
que ríe y llora con ellos
para imitarlos,
tú, la más joven, la más pequeña,
que llevas la belleza con humildad
y tu alma de chica de gente modesta,
nunca sabrás lo que tenías,
porque si no fuera así,
no sabrías lo que es la belleza.
El mundo te la ha enseñado.
Así, tu belleza se hace a sí misma.
Del tenebroso mundo antiguo
y del tenebroso mundo futuro
sólo quedará la belleza,
y tú te la llevarás contigo
con una sonrisa obediente.
La obediencia requiere
demasiadas lágrimas calladas,
y la generosidad hacia los otros,
demasiadas miradas alegres
que piden un poco de piedad.
Así, te llevarás contigo tu belleza,
desaparecerás como polvo de oro.
Del estúpido mundo antiguo
y del feroz mundo futuro,
quedará una belleza
que no se avergonzaba
de mostrar sus pequeños pechos
de hermanita,
con el pequeño vientre
visiblemente desnudo,
y por eso era belleza,
la misma belleza que tienen
las dulces jóvenes de todo del mundo,
las hijas de comerciantes, vencedoras
en concursos en Miami o en Londres.
Desapareces como una paloma de oro.
El mundo te la ha enseñado,
y de este modo tu belleza,
no es más que belleza.
Sin embargo, tú, continúas siendo una niña,
tonta como la antigüedad
cruel como el futuro;
entre tú y tu belleza,
poseída por el poder
se encuentra toda la estupidez
y la crueldad del presente.
La llevas siempre dentro,
como una sonrisa entre las lágrimas.
Impúdica por pasividad,
Indecente por obediencia,
Desapareces
Como una blanca paloma de oro.
Tu belleza ha sobrevivido al mundo antiguo
reclamada por el mundo futuro,
poseída por el mundo presente,
se convierte en un mal mortal.
Ahora, los hermanos mayores,
finalmente vuelven,
y detienen por un momento
sus juegos diabólicos;
extraen de ellos mismos
una inexorable distracción,
y se preguntan: “¿Es posible que Marilyn,
la pequeña Marilyn, nos haya indicado el camino?
Cuéntanos, ahora, un poco más, pequeña,
con tu sonrisa;
eres la primera que ha atravesado
todas las puertas del mundo
abandonado
a su destino mortal”



IV. TRINTA E DOIS FOUETTES (2:17)

                                          Alicia Alonso


" La repetición
es una forma de cambio"
(Brian Eno)


Boa noite!

domingo, 4 de junho de 2017

COMO SI HUBIERAS MUERTO (O EL BESO)

                                                 Fonte: Google


Poema XV - Pablo Neruda

Me gustas cuando callas porque estás como ausente,
y me oyes desde lejos, y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran volado
y parece que un beso te cerrara la boca.

Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerges de las cosas, llena del alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,
y te pareces a la palabra melancolía;

Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa en arrullo.
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza:
déjame que me calle con el silencio tuyo.

Déjame que te hable también con tu silencio
claro como una lámpara, simple como un anillo.
Eres como la noche, callada y constelada.
Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo

Me gustas cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como si hubieras muerto.
Una palabra entonces, una sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto



DAS FLORES DE PLÁSTICO


Caríssimos Leitores,

Hoje fomos minha mãe e eu ao cinema assistir à Cabana (Stuart Hazeldline / 2017). Ela, não familiarizada a filmes e séries, emocionou-se e até chorou, o que me deixou comovida por um lado. Porém, o que tenho de emocional para a vida tenho de racional para a Sétima Arte. Achei "A Cabana" um grande clichê, muito apelativo em relação à espiritualidade (e olha, leitor, amo filmes sobre a ligação do homem com o divino, tipo Ben-Hur/ Timur Bekmambetov/ 2016). 
Além de muito previsível. 

O protagonista, Sam Worthington, pareceu-me pouco expressivo a partir da segunda parte do longa. Já a queridinha Octavia Spencer arrasando sempre! Fantástica!

Bem. Ao mesmo tempo, senti pela primeira ou segunda vez na vida um medo-medonho de morrer só. Sem um companheiro, filhos, amigos, família (pois sou filha única de únicos pai e mãe). 

Um dos meus sonhos sempre foi o de construir a minha família. Lembro-me desse desejo quando viajei para...Ou São Paulo ou Belo Horizonte (morando ainda em São Paulo) e o confessei a uma senhora, dessas que gostam de conversar em viagens longas (hoje já não tenho paciência, prefiro dormir em viagens e o faço muito bem). Disse-me, ao despedir-se:

- Boa Sorte na vida! Que você consiga construir a sua família!

Muitas vezes pensei estar na linha reta, mas me chega a ventania destruindo todos os pilares. Talvez fossem fracos os pilares. Ainda assim era quase tudo no que cri. Por isso o medo sentido.

Ao tomar o ônibus para a minha casa, conversávamos com uma mulher extremamente simpática, culta, politizada, budista e interessante. Aparentava 42 ou 45 anos. Parecia-me, contudo, uma pessoa só. Da esquerda petista até a vida após a morte falamos e, entre coisa - outra, disse-me que não teve filhos e irá morrer só.

Ora, todo o homem nasce e morre só. Mas eu queria, como uma espécie de Ars Moriendi medieval, ter em meu leito final no hospital (amo hospitais), a minha família, o meu companheiro (sou heterossexual. Por essa razão uso o termo companheiro.  Mas, poderia ser "companheira", a mim não faz diferença exceto pela orientação sexual que tenho. Embora ache mulheres - cis ou trans - mais honestas, leais e compreensivas quanto às dificuldades do amor e da convivência).

Já "fiquei" com vários meninos-homens. Tive cinco amores da "minha vida", nem todos namorados (dois platônicos, aliás: Um deles é o Taylor Hanson, risos...). Um pseudo namorado que muito me marcou na adolescência e, depois, outros quatro namorados, nem todos amores: Alguns eram apenas gostares - sendo o último Amor, um companheiro ou marido se quiserem rotular. Eu não gosto de rótulos. 
Eu gosto ainda é do amor leal e eterno.

Portanto, o filme, a mulher perfeita mas tão sozinha naquele ônibus de todos os dias, as flores naturais vendidas em uma grande rede de supermercados...Tudo me deu a sensação de que vou, fatidicamente morrer só. O tempo passa, a beleza passa, a vida passa... E seria para mim a pior perda de todas. A de não construir uma família. Também quero viajar o mundo, aprender mais sobre experiências e seres humanos; visitar outros países até por períodos mais longos; especializar-me em tradução, escrever um livro... Sou uma mulher moderna com um pé, não dois.

Tudo isso quero: Embora precise de uma família para chamar de minha. Gostaria, ao menos. Não há contradição nisso, acreditem!

Que o Deus trino de "A Cabana", em sua benevolência, ouça, isto é, leia a minha prece.

PS: Meu Doutorado em Literatura e Tecnologia é sobre a representação da Morte na Literatura Contemporânea. Daí a recorrência do tema. Compreendam o meu recalque, com carinho e Boa Noite! (abaixo, mais uma canção...)

Flores (Titãs, Marisa Monte)

Olhei até ficar cansado
De ver os meus olhos no espelho
Chorei por ter despedaçado
As flores que estão no canteiro

Os punhos e os pulsos cortados
E o resto do meu corpo inteiro
Há flores cobrindo o telhado
E embaixo do meu travesseiro
Há flores por todos os lados
Há flores em tudo que eu vejo

A dor vai curar essas lástimas
O soro tem gosto de lágrimas
As flores têm cheiro de morte
A dor vai fechar esses cortes
Flores
Flores
As flores de plástico não morrem

Olhei até ficar cansado
De ver os meus olhos no espelho
Chorei por ter despedaçado
As flores que estão no canteiro

Os punhos e os pulsos cortados
E o resto do meu corpo inteiro
Há flores cobrindo o telhado
E embaixo do meu travesseiro
Há flores por todos os lados
Há flores em tudo que eu vejo

A dor vai curar essas lástimas
O soro tem gosto de lágrimas
As flores têm cheiro de morte
A dor vai fechar esses cortes
Flores
Flores
As flores de plástico não morrem
Flores
Flores

As flores de plástico não morrem...

sábado, 3 de junho de 2017

TO THE SAME CLOCK...

                                 Fonte: Middle of Nowhere 


I Was Born (HANSON)


I was born to do
Something no one’s ever done
No one’s ever done
Before
I was born to go
Somewhere no one’s ever gone
No one’s ever gone before
Oh

A slice of the moon is
My patch of green
I don’t want a ticket
To the same routine

I want to see
The sights unseen
I want the extraordinary
Everybody’s waking to the same clock
I could never be another
Chip off the block

('Cause)
I was born to do
Something no one’s ever done
No one’s ever done before
I was born to go
Somewhere no one’s ever gone
No one’s ever gone before
I was born to be
Someone no one’s ever been
No one’s ever been before
Oh

Don’t need a map
I can’t be directed
I’ve got a madness
Don’t need the method
My heart is a weapon
And my mind’s electric
I’ll shock the world
When you least expect it
Everybody’s betting
On the big guy
But don’t underestimate
The sting of the butterfly
Oh

(Cause)
I was born to do
Something no one’s ever done
No one’s ever done
Before
I was born to go
Somewhere no one’s ever gone
No one’s ever gone
Before
I was born to be
Someone no one’s ever been
No one’s ever been
Before

Before

There’s a road out in front of me
Nobody can see
I’m paving it as I go
Gonna take it wherever it leads
Cause I want to be somewhere
No one has been before

I was born to do
I was born to go
I was born to be

Someone

I was born to do
Something no one’s ever done
No one’s ever done
Before
I was born to go
Somewhere no one’s ever gone
No one’s ever gone
Before
I was born to be
Someone no one’s ever been

I was born to do
I was born to go
I was born to be
Someone no one’s ever been
No one’s ever been
Before