sexta-feira, 19 de maio de 2017

Tardes, Dias, Noites e Madrugadas para Osvaldo

                                                Fonte: http://dadoacaso.blogspot.com.br/2011/09/vanguarda-primitiva-de-oswald-de.html


"- Ai que preguiça."
Já dizia o Macunaíma de Mário de Andrade.

Mas este post é sobre Oswald, também Andrade. Oswald de Andrade. OswÁld de Andrade, o que é mais difícil de se pronunciar, pelo menos para mim que passei o Ensino Médio inteiro o chamando de Oswâld e na Universidade tinha preguiça de corrigir. Agora não posso.

Sempre amei Oswald. Enquanto todos amam Mário.

Em alguns dias tenho que entregar um artigo sobre uma disciplina que fiz a seu respeito, mas ainda não comecei. Não tive forças cósmicas para tal. Agora o tempo é escasso e preciso começá-lo. Modéstia à parte, escrevo rápido e não me preocupa o tempo. O problema são as leituras...
Tantos textos para reler!

"- Eu menti". 
Disse Oswald a Mário, quando ainda eram amigos.

É ler mesmo. 

Já tenho o projeto na minha cabeça meio oca, faltam-me as leituras e um bom computador. Pois o que uso atualmente pode me deixar na mão a qualquer momento. Confiarei na sorte e no azar desses dias até a entrega, em 26 de maio. 

É o último dia, até meia noite.

Um causo: Quando adolescente, mirava a foto do Oswald e fiz dele meu "crush". Era essa mesma foto, acho. Um magnetismo - não sei. Ele era lindo quando jovem, que importa se gordinho. Eu gosto de todos os tipos de gentes. Antes era encantada por aquela foto; hoje, por sua poesia (já há certo tempo). 

Outro virtuoso: Viveu como rei e morreu como plebeu. Ouviu um não da "fodástica" Universidade de São Paulo. Eu também. Mas passei na prova de Doutorado lá, serve-me de estória. Sobre Walter Benjamin. Um ensaio: Serve-me de troféu.

Força, Foco e Foda-se. Vamos começar?
Antes, alguma lírica, porque garoa lá fora... 
E eu desejo é chuva com raios, até a data da entrega.
Até mais!

I.


No baile da corte
Foi o conde d’Eu quem disse
Pra Dona Benvinda
Que farinha de Suruí
Pinga de Parati
Fumo de Baependi
É comê bebê pitá e caí
II.
Erro de português
Quando o português chegou
Debaixo duma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português
III. 

Oferta

Quem sabe
Se algum dia
Traria
O elevador
Até aqui
O teu amor
...
Fonte: (agora sério, pois precisarei dela). http://www.portalsaofrancisco.com.br/obras-literarias/poemas-oswald-de-andrade#2)

Nenhum comentário:

Postar um comentário